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Internacional

"Prosul será fórum de diálogo direto, sem ideologia e burocracia", diz Piñera

22/03/2019 12h51

Santiago do Chile, 22 mar (EFE).- O presidente do Chile, Sebastián Piñera, disse nesta sexta-feira que o Fórum para o Progresso e Desenvolvimento da América Latina (Prosul) será um lugar de "diálogo direto e franco, sem ideologias e burocracias".

"Queremos criar um fórum de diálogo, de encontro, de coordenação e colaboração que favoreça a integração e o desenvolvimento de nossos povos e queremos que seja um fórum sem ideologias e burocracias, que seja um fórum de diálogo franco e direto", expressou Piñera durante a abertura do encontro.

Além disso, o chileno destacou a intenção do Prosul de ter "um compromisso claro com os princípios de liberdade, democracia e respeito aos direitos humanos".

Piñera disse que este novo fórum é "necessário e urgente".

A cúpula acontece na sede do Governo chileno, no Palácio de la Moneda, com a presença dos presidentes da Argentina, Mauricio Macri; Brasil, Jair Bolsonaro; Colômbia, Iván Duque; Equador, Lenín Moreno; Paraguai, Mario Abdo Benítez; e do Peru, Martín Vizcarra, além de Piñera.

O líder chileno agradeceu a presença dos outros chefes de Estado e ressaltou a importância deste encontro depois de cinco anos sem a realização de uma reunião presidencial de países da América do Sul.

Logo em seguida, Piñera deu passagem ao desenvolvimento da primeira sessão do encontro, denominada "Diálogo para a Coordenação e Colaboração na América do Sul".

Neste primeiro momento, os presentes iniciarão um diálogo para "apreciar, avaliar e ordenar as experiências do passado" e olhar "para o que vem pela frente", segundo manifestou Piñera.

"A isso queremos dedicar a primeira sessão, a ver o que aprendemos com o passado porque um mundo novo vem aí. É uma onda que estamos vendo e se não nos preparamos, vai passar acima", afirmou o presidente chileno.

No segundo bloco, "Desafios e Oportunidades Setoriais para a Integração Regional", os líderes trabalharão em "temas concretos e específicos" como saúde, seguridade social, energia, defesa, desastres naturais e meio ambiente, anunciou Piñera.

Além dos sete presidentes mencionados, participam deste encontro os vice-chanceleres da Bolívia, Carmen Almendra, e do Uruguai, Ariel Bergamino.

O Suriname é representando pelo embaixador desse país em Cuba, Edgar Armaketo; e a Guiana pelo embaixador do país no Chile, George Talbot.

O chefe da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, reconhecido como presidente encarregado desse país por mais de 50 Governos, foi convidado a participar do encontro, mas justificou sua ausência em Santiago por motivos de agenda. EFE

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