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Decisão de Trump sobre Colinas de Golã é "violação de soberania", diz Síria

25/03/2019 16h05

Damasco, 25 mar (EFE).- O governo da Síria classificou nesta segunda-feira como uma "violação de soberania" o reconhecimento da soberania israelense sobre as Colinas de Golã por parte do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Uma fonte anônima do Ministério de Relações Exteriores da Síria, citada pela agência estatal de notícias do país árabe, "Sana", afirmou que a decisão de Trump representa "uma violação da soberania e da unidade do território sírio".

Segundo a fonte, "Trump não tem o direito ou a capacidade legal para legalizar a ocupação (das Colinas de Golã) e violar as terras de outros países pela força".

Além disso, a fonte afirmou que a decisão representa "o grau mais alto de desprezo da legitimidade internacional e uma agressão à comunidade internacional" e nega à ONU seu "papel e credibilidade" neste assunto.

A fonte advertiu, segundo a agência, que esta "política hostil dos Estados Unidos" faz com que o Oriente Médio e o mundo sejam mais "vulneráveis" e põe em risco a estabilidade e a segurança internacionais.

A "Sana" também alegou que a fonte declarou que "libertar as Colinas de Golã através de todas as formas possíveis e devolvê-las à pátria síria é um direito inegociável" e que, depois do ocorrido, a Síria está mais determinada do que nunca em recuperar sua soberania sobre este território do sudoeste do país.

Os Estados Unidos são o primeiro país a reconhecer a soberania de Israel sobre uma área ocupada da Síria desde a Guerra dos Seis Dias de 1967 e que foi anexada em 1981 em um gesto que a população local rejeitou e a comunidade internacional não reconheceu até o momento. EFE