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ONU ressalta que status das Colinas de Golã não muda com decisão de Trump

Tanques israelenses se posicionam nas colinas do Golã, área anexada por Israel na fronteira com a Síria. O exército israelense realizou ataques contra posições do Irã e do Hezbollah em resposta ao disparo de foguetes contra suas forças na região. As colinas do Golã foram ocupadas por Israel em 1967, durante a Guerra dos Seis Dias - Menahem Kahana/AFP
Tanques israelenses se posicionam nas colinas do Golã, área anexada por Israel na fronteira com a Síria. O exército israelense realizou ataques contra posições do Irã e do Hezbollah em resposta ao disparo de foguetes contra suas forças na região. As colinas do Golã foram ocupadas por Israel em 1967, durante a Guerra dos Seis Dias Imagem: Menahem Kahana/AFP

25/03/2019 15h10

A ONU ressaltou nesta segunda-feira que a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de reconhecer a soberania de Israel sobre as Colinas de Golã não muda o status internacional da região, ocupada pelo país desde 1967.

"Para nós, o status das Colinas de Golã está consagrado nas resoluções do Conselho de Segurança. A postura não mudou", disse o porta-voz da Secretaria-Geral da ONU, Stéphane Dujarric.

"Está claro para o secretário-geral que o status da região não mudou", completou o porta-voz em breves declarações a jornalistas.

Com o decreto assinado hoje por Trump, os Estados Unidos se tornaram o primeiro país do mundo a reconhecer a soberania de Israel sobre a região que pertencia à Síria antes da guerra de 1967.

Israel anexou as Colinas de Golã em 1981, em um movimento que não foi reconhecido pela comunidade internacional. O Conselho de Segurança aprovou no mesmo ano uma resolução que considerava "nula" e "sem efeito jurídico internacional" a decisão israelense de impor suas leis e administrar o território ocupado.

A ONU mantém desde 1974 uma missão de paz na região. A iniciativa tem como objetivo manter o cessar-fogo entre Israel e Síria.

O Conselho de Segurança deve revisar a situação da missão nesta quarta-feira, algo que ocorre regularmente.

Antes, amanhã, o principal órgão de decisão da ONU realizará um encontro mensal sobre o Oriente Médio e o conflito palestino-israelense. A reunião pode abordar a decisão de Trump.

"Isso é algo que deveria ter sido feito há muitas décadas", disse Trump ao assinar o decreto, acompanhado do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

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