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Trump assina decreto e reconhece soberania de Israel sobre Colinas do Golã

25/03/2019 14h37

Washington, 25 mar (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta segunda-feira um decreto no qual reconhece oficialmente a soberania de Israel sobre as Colinas do Golã, ocupadas pelo país desde 1967 após a Guerra dos Seis Dias.

"Isso é algo que deveríamos ter feito há muitas décadas", disse Trump, acompanhado do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ao assinar o decreto presidencial.

Os Estados Unidos são o primeiro país a reconhecer a soberania israelense sobre a área, que pertencia à Síria antes da Guerra do Seis Dias. As Colinas de Golã foram anexadas por Israel em 1981, em um movimento criticado pela comunidade internacional.

"As ações agressivas do Irã e de grupos terroristas seguem transformando as Colinas de Golã em uma plataforma de lançamento de ataques contra Israel", justificou Trump ao assinar o decreto.

Netanyahu comemorou a decisão do presidente americano e afirmou que esse é um momento histórico para Israel.

"Para mim era muito importante vir até aqui na Casa Branca. Israel teve a sorte de ter muitos amigos dentro do Salão Oval durante muitos anos, mas nunca tivemos um amigo melhor do que o senhor", disse o primeiro-ministro israelense a Trump.

A Casa Branca antecipou a decisão na quinta-feira. O decreto foi assinado duas semanas antes das eleições gerais de Israel e será muito útil na campanha de Netanyahu para se manter no poder.

Tanto Trump como Netanyahu falaram também sobre o ataque lançado nas últimas horas contra Israel a partir da Faixa de Casa. A ação destruiu uma casa do outro lado da fronteira e deixou sete civis feridos, entre eles três crianças.

"Israel tem o direito absoluto de se defender", ressaltou Trump, criticando o movimento islamita palestino Hamas pelo ataque.

O premiê de Israel afirmou que está "respondendo contundentemente a essa agressão sem sentido". Antes da reunião entre os dois, as Forças Armadas do país anunciaram que tinham realizado uma série de bombardeios contra alvos do Hamas na Faixa de Gaza.

"Faremos o que for necessário para defender nosso povo e nosso Estado", disse Netanyahu, que decidiu voltar hoje mesmo para Israel para lidar pessoalmente com o caso.

Em um momento no qual a Casa Branca acerta os últimos detalhes para apresentar um plano de paz para israelenses e palestinos, Trump destacou que qualquer acordo deve "reconhecer a necessidade de Israel de se defender da Síria e de outros". EFE

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