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Ciclone Idai é um piores desastres naturais na história da África, diz ONU

26/03/2019 13h52

As Nações Unidas, 26 mar (EFE).- A passagem do ciclone Idai por Moçambique, Zimbábue e Malawi é um dos piores desastres naturais na história da África, segundo afirmou nesta terça-feira o secretário-geral da ONU, António Guterres.

O diplomata português, em declarações aos jornalistas, destacou que a catástrofe afetou cerca de três milhões de pessoas, com pelo menos um milhão que necessitam de "ajuda urgente", um número que deve aumentar.

"Tememos que povoados inteiros tenham sido arrasados pelas águas em lugares que ainda não pudemos chegar", avisou Guterres.

O chefe das Nações Unidas pediu à comunidade internacional apoio para os três países africanos,

A ONU apresentou na segunda-feira uma solicitação aos doadores para Moçambique de US$ 282 milhões para financiar a resposta durante os três próximos meses.

No caso do Zimbábue e do Malawi, a organização prevê informar as necessidades financeiras nos próximos dias.

Após participar das tarefas de busca e resgate, as Nações Unidas se centram agora no fornecimento de ajuda de emergência como alimentos, remédios, sistemas de purificação de água e materiais para a construção de refúgios.

Além disso, a organização e os seus parceiros trabalham contra o relógio para evitar surtos de doenças como cólera e malária.

Guterres ressaltou que este ciclone foi inusualmente duro e prolongado e representa um novo sinal de alerta sobre os perigos da mudança climática.

No total, foram contabilizadas até agora quase 700 vítimas mortais, embora haja muitos desaparecidos.

Em Moçambique, o país mais afetado, mais de 3,1 mil escolas, às quais estudavam 90 mil crianças e adolescentes, ficaram destroçadas, mais de 33,5 mil casas estão completaente ou parcialmente destruídas e foram perdidos 500 mil hectares de cultivos que estavam a ponto de ser colhidos, segundo números do Governo. EFE