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EUA reduzem repasses de verbas para campanhas da OEA em favor do aborto

26/03/2019 13h31

Washington, 26 mar (EFE).- Os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira uma redução dos repasses feitos às campanhas em favor do aborto realizadas pela Organização dos Estados Americanos (OEA).

"As instituições da OEA deveriam estar focadas em encarar as crises da Nicarágua, Cuba e Venezuela, não em fazer avançar a causa em favor do aborto. E, deixar claro que nossa mensagem será ouvida, reduziremos nossas contribuições para a OEA", afirmou o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, em entrevista coletiva.

A decisão faz parte de uma série de medidas contrárias ao aborto já tomadas pelo governo de Donald Trump desde janeiro de 2017.

Pompeo disse que os EUA deixarão de oferecer assistência a ONGs estrangeiras que apoiam outros grupos estrangeiros na "indústria global do aborto".

"Vamos garantir que os dólares dos contribuintes americanos não sejam usados para apoiar o aborto", disse o secretário de Estado.

O anúncio é uma ampliação de uma diretriz decretada em 2017. Na época, Trump determinou o bloqueio dos repasses para grupos estrangeiros que promovessem atividades de planejamento familiar.

Agora, as regras também se aplicam para organizações que financiam outros grupos estrangeiros ou fazem campanhas ativas em favor do aborto fora dos EUA.

Pompeo ainda criticou um órgão da OEA por "fazer ativismo em favor do aborto", mas não deu detalhes sobre as acusações.

O Departamento de Estado anunciou em maio de 2017 o programa "Proteção da Vida na Assistência de Saúde Global", que teria um orçamento de US$ 8,8 bilhões para financiar ONGs que cumprissem a regra da "mordaça global", a que proíbe auxiliar entidades que auxiliem o acesso ao aborto.

A regra, também conhecida como "política da Cidade do México", foi reinstaurada por Trump apenas três dias depois de tomar posse. A diretriz havia sido revogada por seu antecessor no cargo, Barack Obama.

Desde a chegada de Trump ao poder, o movimento contra o aborto vem ganhando força no país. Os ativistas consideram que a nomeação de dois juízes conservadores para a Suprema Corte nos últimos dois anos aumentam a possibilidade de reverter a legalização do aborto no país, aprovada em 1973. EFE

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