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Aversão de Barbara Bush a Trump data dos anos 90, diz autora de biografia

27/03/2019 13h45

Washington, 27 mar (EFE).- A aversão que a ex-primeira-dama Barbara Bush sentia em relação ao atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, data dos anos 90 e era tão intensa que chegou a lhe provocar uma crise cardíaca, que ela qualificava de "ataque do coração", de acordo com trechos de uma biografia que foram apresentados nesta quarta-feira.

"Tecnicamente, não foi um ataque do coração, embora ela o chamasse assim. Foi uma crise em sua longa batalha contra a insuficiência cardíaca congestiva e a doença pulmonar crônica da qual sofria", explicou nesta quarta-feira a jornalista do jornal "USA Today" e autora do livro, Susan Page.

No livro "The Matriarch: Barbara Bush and the Making of an American Dynasty", título da biografia cujo lançamento está previsto para 2 de abril nos Estados Unidos, Page reúne uma série de entrevistas com a esposa do ex-presidente George H.W. Bush, que governou de 1989 a 1993, e mãe do também ex-mandatário George W. Bush, que governou de 2001 a 2009. Ela morreu em 21 abril do ano passado.

O problema cardíaco descrito pela autora aconteceu durante a campanha eleitoral de 2016, na qual o agora presidente atacou com veemência um de seus filhos, Jeff Bush, que também concorria à indicação presidencial nas prévias do Partido Republicano.

Page relembra como Trump atacou Jeff Bush exatamente pelo apoio que ele tinha recebido de sua mãe durante a campanha. Barbara Bush chegou a dizer em uma entrevista à emissora "CBS": "Pelo amor de Deus, (o presidente russo Vladimir) Putin apoia ele; Putin é o pior e aprovou Trump!".

A aversão da ex-primeira-dama, não obstante, não se deve às políticas de Trump, mas vem de algumas décadas, como revela uma anotação de 1992 em seu diário - ao qual a jornalista teve acesso - em que acusava o magnata de ser "um autêntico símbolo da avareza dos (anos) 80".

Pouco depois do midiático divórcio do agora presidente de sua primeira esposa, Ivana, Barbara Bush escreveu que o sobrenome Trump tinha se transformado em uma "nova palavra" que "significa cobiça, egoísmo e fealdade".

Seu nível de rejeição ao magnata foi aumentando conforme sua popularidade crescia e alcançou o ápice quando Trump se transformou no líder de um partido historicamente tão vinculado à sua família: o Republicano.

Por esse motivo, não é de se estranhar que a indicação de Trump como candidato da legenda conservadora tivesse feito ela questionar seus sentimentos, segundo Page, que em uma ocasião perguntou à ex-primeira-dama se ela continuava se sentindo republicana.

"Hoje, provavelmente diria que não", foi a resposta de Barbara Bush. EFE

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