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EUA abrem investigação sobre certificações concedidas a aviões Boeing 737 MAX

27/03/2019 18h47

Washington, 27 mar (EFE).- O Departamento de Transporte dos Estados Unidos abriu nesta quarta-feira uma investigação sobre as certificações concedidas pela Administração de Aviação Federal (FAA) aos aviões Boeing 737 MAX, que se envolveram em dois grandes acidentes aéreos nos últimos meses.

"Os acidentes recentes levantaram preocupações sobre a supervisão da FAA. Claramente, a confiança na FAA como padrão de ouro da segurança da aviação foi abalada", disse o inspetor-geral de Transporte, Calvin Scovel, em uma audiência no Comitê de Comércio do Senado dos EUA.

Scovel afirmou que o objetivo do Departamento de Transporte é avaliar as decisões tomadas pela FAA ao certificar a série de aeronaves 737 MAX da Boeing.

"Identificaremos e promoveremos futuras áreas de trabalho em resposta a acidentes", disse o inspetor.

A FAA delegou certa autoridade para certificar novos aviões aos próprios fabricantes nas últimas décadas, reduzindo os custos do governo e acelerando o lançamento de mais modelos no mercado.

No entanto, os recentes acidentes aéreos na Etiópia e na Indonésia, que deixaram 157 e 189 mortos, respectivamente, colocaram em dúvida o mecanismo de supervisão da FAA.

Em comunicado, o Departamento de Transporte afirmou que também investigará o uso generalizado dos sistemas automáticos de voo e avaliará se a FAA está fiscalizando se as companhias aéreas treinam os pilotos para conduzir os aviões quando esses sistemas falham.

As investigações sobre os acidentes com os Boeings 737 MAX estão focadas no piloto automático da aeronave. Sob determinadas circunstâncias, o sistema estava inclinando o nariz do avião para baixo para evitar que ele não tivesse velocidade suficiente para manter-se no ar.

Na mesma audiência, o diretor interino da FAA, Daniel Elwell, defendeu a gestão da agência e afirmou que a segurança é o "objetivo número um" do órgão. "Vamos tomar ações imediatas assim que as investigações terminarem", destacou.

Além disso, Elwell disse que os 737 MAX só poderão voltar a voar quando os dados indicarem que é possível liberar novas operações com as aeronaves. EFE