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Falha no sistema elétrico prolonga apagão na Venezuela, diz governo

27/03/2019 15h03

Caracas, 27 mar (EFE).- O ministro de Comunicação da Venezuela, Jorge Rodríguez, informou nesta quarta-feira que uma falha no Sistema Elétrico Nacional (SEN) ocorrida no começo da manhã de hoje é responsável pelo prolongamento do apagão que começou na segunda-feira.

"Hoje, às 5h04 da manhã (6h04 em Brasília), quando ainda não tínhamos conseguido reparar os equipamentos danificados pelo ataque terrorista, ocorreu uma falha em uma linha que gerou instabilidade no sistema e perda de carga em uma parte do território nacional", disse Rodríguez ao canal estatal "VTV".

O governo de Nicolás Maduro afirmou que o blecaute que começou na segunda-feira ocorreu devido a dois "ataques terroristas" contra a rede.

Um desses ataques provocou um incêndio no pátio dos transformadores da principal hidrelétrica do país.

A falha desta manhã ocorreu enquanto aconteciam "os reparos" dos equipamentos danificados no ataque de segunda-feira, afirmou o ministro.

Rodríguez ressaltou que os trabalhadores da companhia estatal de energia elétrica, Corpoelec, conseguiram restaurar o fornecimento de eletricidade "em tempo recorde", de forma parcial e intermitente, mas de maneira muito mais rápida do que no começo do mês, quando outro apagão paralisou todo o país durante quase uma semana.

"Às 9h da manhã, tínhamos conseguido energizar grande parte da capital e vamos continuar passo a passo neste processo de distribuição de carga até que entrem em funcionamento todos os equipamentos danificados pelo ataque terrorista", disse o ministro.

Rodríguez acrescentou que, por volta das 11h locais (12h em Brasília), a capital e o sul do país "já contavam com energia elétrica", apesar de persistirem nas redes sociais os relatos de cidadãos sobre falta de energia nessas áreas.

A oposição responsabilizou o governo de Maduro pelos problemas energéticos desta semana afirmando que o desvio de recursos milionários pela corrupção e a falta de capacidade técnica das pessoas à frente da empresa elétrica provocaram tal situação no país. EFE