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Supremacista que atropelou manifestantes nos EUA se declara culpado

27/03/2019 19h22

Washington, 27 mar (EFE).- O supremacista americano James Fields, que matou uma mulher atropelada ao jogar o carro que dirigia contra uma multidão de manifestantes na cidade de Charlottesville, na Virgínia, se declarou culpado para evitar a pena de morte.

Em virtude de um acordo firmado com promotores federais, segundo o jornal "The Daily Progress", Fields se declarou culpado em 29 acusações por crime de ódio e pelo assassinato de Heather Heyer, que participava de um protesto contra o fascismo quando foi atropelada.

Caso se declarasse inocente e fosse considerado culpado, o supremacista poderia ser condenado a pena de morte. Agora, Fields ainda pode receber pena de prisão perpétua e ser obrigado a pagar US$ 250 mil em multa por cada uma das 29 acusações.

A pena será decidida em uma audiência marcada para o próximo dia 15 de julho. O júri do caso recomendou uma condenação a prisão perpétua e mais 419 anos pelo assassinato de Heyer.

Em dezembro do ano passado, Fields já tinha sido considerado culpado em um processo que corria na Justiça da Virgínia.

No veredicto, os jurados rejeitaram os argumentos dos advogados de Fields, que afirmaram que ele atuou em legítima defesa.

O caso gerou muita polêmica depois do presidente dos EUA, Donald Trump, ter culpado "os dois lados" pela violência registrada em Charlottesville e afirmado que entre os supremacistas havia "gente muito boa".

A cidade, de apenas 50 mil habitantes, situada a 200 quilômetros de Washington, ainda tenta se recuperar das feridas provocadas pelas violentas manifestações e segue sendo frontalmente contrária a qualquer tipo de racismo nos EUA. EFE