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Sobe para 181 o número de mortos após passagem do ciclone Idai no Zimbábue

28/03/2019 15h59

Harare, 28 mar (EFE).- O ciclone tropical Idai deixou pelo menos 181 mortos e 330 desaparecidos no Zimbábue, de acordo com o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha), que atualizou os números da tragédia nesta quinta-feira.

Especialistas acreditam que muitos desaparecidos tenham sido soterrados devido à passagem de Idai pelo Zimbábue, em 15 de março, um dia após arrasar Moçambique. Membros do Exército e da Polícia do Zimbábue e da África do Sul estão trabalhando com cães farejadores nas áreas afetadas para encontrar mais corpos.

"Os trabalhos para encontrar e resgatar as pessoas prosseguem, especialmente em Chimanimani, onde vários bairros e aldeias permanecem sem comunicação", informou o Ocha em comunicado no qual também disse que 270 mil pessoas necessitam assistência humanitária neste país.

Os trabalhos humanitários estão agora voltados para a reconstrução das casas, na reunificação das famílias que foram separadas pela catástrofe e nos tratamentos físico e psicológico dos sobreviventes, segundo a ONG Miracle Missions.

"Até ver o local, você não se dá conta do que aconteceu e do terror que essas pessoas devem ter sentido", disse à Efe Jackie Anderson, coordenadora da entidade.

"As cicatrizes psicológicas são profundas. Foi uma experiência muito forte para todos", explicou Anderson, que deu como exemplo a história de um menino de 11 anos que ficou muito ferido no rosto e também perdeu toda a família no desastre.

O aumento do número de mortos no Zimbábue foi divulgado um dia depois das autoridades moçambicanas confirmarem a existência de cinco casos de cólera em Beira, cidade mais afetada pelo ciclone. A presença de água contaminada, somada à falta de água potável, provocou o surgimento da doença, bastante comum neste tipo de crise humanitária.

Idai primeiro passou pelo Malawi como tempestade tropical, depois foi para Moçambique e, no dia seguinte, chegou ao Zimbábue. Mais de 700 pessoas morreram nesses três países em decorrência do fenômeno climático. EFE