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Venezuela recebe carga de remédios e material médico da China

29/03/2019 18h07

Caracas, 29 mar (EFE).- Um carga com 65 toneladas de remédios e material médico chegou nesta sexta-feira à Venezuela procedente da China, em um "gesto de solidariedade" do país asiático e um "exercício de soberania" da nação sul-americana, de acordo com o vice-presidente venezuelano da área econômica, Tareck el Aissami.

"Este é um exercício de soberania, de independência, de dignidade, estamos vencendo o pretenso sítio e bloqueio empreendido pelo imperialismo americano" contra a Venezuela, disse El Aissami no aeroporto de Maiquetía, o principal do país e que serve Caracas.

"Agradecemos a Xi Jinping (presidente da China) por este gesto de solidariedade", acrescentou.

O vice-presidente venezuelano detalhou que a carga inclui antibióticos, analgésicos, protetores gástricos, remédios contra diabetes e material médico cirúrgico.

"Iniciamos uma ponte aérea para que todas os remédios cheguem", disse El Aissami ao assinalar que a carga, "a primeira de várias", segundo afirmou, foi custeada com recursos do fundo rotativo criado por ambos países em 2015.

Por sua parte, o embaixador chinês na Venezuela, Li Baorong, indicou que a carga faz parte de uma assistência médica enviada "com os melhores sentimentos do governo e do povo chinês", no marco do convênio de cooperação entre ambas nações.

A China, país ao qual o governante Nicolás Maduro costuma referir-se como "irmão mais velho" da Venezuela, é um dos principais aliados políticos e econômicos do país sul-americano.

A carga de hoje chega em meio à severa crise econômica que assola o país, apesar de contar com as maiores reservas provadas de petróleo no mundo, e em meio aos constantes alertas da oposição, que garante que a Venezuela vive uma crise humanitária complexa.

Também nesta sexta-feira, a Federação Internacional de Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV) disse que em 15 dias estará com a capacidade de distribuir a ajuda humanitária que a Venezuela "tanto necessita", sem esclarecer como as doações entrarão no país. EFE