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Células dormentes do EI estão mais ativas do que nunca, dizem forças curdas

30/03/2019 13h06

Al Hasaka (Síria), 30 mar (EFE).- As Forças da Síria Democrática (FSD), a aliança armada liderada por milícias curdas, advertiram neste sábado que as denominadas "células dormentes" do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) estão "mais ativas" do que antes do anúncio da derrota territorial dos extremistas há uma semana.

"Existem células dormentes que estão atuando agora de forma mais ativa do que antes do fim geográfico do EI", disse à Agência Efe Adnan Afrin, um dos porta-vozes das FSD.

"Há muito mais movimento agora do que antes, eles se movem para realizar assassinatos, explosões, plantar minas... o fazem por todas as partes e não em lugares concretos", acrescentou Afrin.

O porta-voz assinalou que as células se expandem pelo leste e pelo norte da Síria, isto é, os territórios controlados pelas FSD no país árabe.

"Esta é a verdade que devemos contar", reiterou Afrin, cujas unidades tomaram o controle da última população dominada pelo EI no leste da Síria, Al Baguz, e declararam a vitória sobre o grupo radical em 23 de março.

Uma semana depois, os jihadistas continuam tendo presença na província de Deir ez Zor, no leste do país, e as FSD estão fazendo operações de busca e captura dos terroristas que conseguiram escapar do cerco sobre Al Baguz e dos ataques de seus inimigos.

Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), há entre 4 e 5 mil jihadistas foragidos que se encontram em localidades e áreas controladas pelas FSD e que criaram células dormentes leais ao EI ou a outros grupos, ou que simplesmente buscam sua defesa e sobrevivência após o colapso do autoproclamado "califado".

O OSDH advertiu nas últimas semanas que a atividade das células dormentes aumentou em Deir ez Zor e em outras áreas, e documentou vários ataques, sobretudo tiroteios, por parte de homens armados desconhecidos que se acredita que são ex-membros do EI. EFE