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Guaidó diz que quer intervenção internacional, mas em cooperação

30/03/2019 20h17

Caracas, 30 mar (EFE).- O chefe do Parlamento da Venezuela, o opositor Juan Guaidó, reconhecido como presidente interino por mais de 50 países, afirmou neste sábado, em um protesto, que está disposto a invocar o artigo da Constituição que permite chamar missões internacionais no país, mas para pedir cooperação.

Alguns setores da oposição apelaram nos últimos dias ao artigo 187.11 da Constituição que fala sobre "missões militares venezuelanas no exterior ou estrangeiras no país". A oposição venezuelana assegura que o país atravessa uma crise humanitária complexa e pediu doações à comunidade internacional para atenuar esta emergência.

Parte destas ajudas está nas fronteiras da Venezuela com o Brasil e com a Colômbia, mas a tentativa de transportá-las no dia 23 de fevereiro culminou em enfrentamentos entre os opositores e as forças do ordem pública, diante da negativa do governo de Nicolás Maduro a aceitá-las.

Guaidó, que participa de diversos atos hoje, voltou a chamar os venezuelanos a "montar um protesto" toda vez que ocorrerem cortes de eletricidade e água, depois de uma semana de constantes apagões em todo o país. Ele disse ainda que pessoas em centenas de pontos do país estão exigindo os direitos, em alusão aos grupos de opositores em diferentes lugares coordenando ações.

As concentrações dos grupos opositores acontecem ao mesmo tempo que uma manifestação do chavismo em Caracas. As atividades acontecem pacificamente, embora durante a manhã a Polícia tenha lançado gás lacrimogêneo em dois protestos contra o governo no centro de Caracas, onde dezenas de cidadãos pediam a restituição do serviço de fornecimento de elétrico, cortado desde ontem em várias áreas do país. EFE