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Homem mata a tiros 2 membros da oposição durante pleito municipal na Turquia

31/03/2019 09h42

Istambul, 31 mar (EFE).- Um homem atirou neste domingo contra dois integrantes de um partido de oposição na Turquia, que acabaram morrendo, em uma seção eleitoral na cidade de Malatya, no leste do país, em um de vários incidentes violentos registrados durante as eleições municipais.

Em comunicado, o presidente do partido Saadet (SP, na sigla em turco), Temel Karamollaoglu, informou sobre o sucedido, quase no mesmo momento em que o ministro do Interior, Suleyman Soylu, dizia à imprensa que a votação transcorria pacificamente.

"Em Poturge, um distrito de Malatya (...), dois membros de nosso partido, um dos quais era observador da votação, morreram", disse o líder do SP, um partido islamita moderado e aliado da principal força de oposição no país, o social-democrata Partido Republicano do Povo (CHP, na sigla em turco).

A nota explica que o ataque foi cometido por um primo do candidato do partido governamental, o Justiça e Desenvolvimento (AKP, na sigla em turco), que disparou contra os observadores quando estes se opuseram a que a votação fosse feita de forma aberta.

Segundo a emissora turca "CNNTürk", o incidente aconteceu às 10h30 locais.

O homem que efetuou os disparos foi detido pela polícia, que, além disso, mobilizou um forte dispositivo de segurança em torno da escola usada como seção eleitoral.

Por outro lado, na cidade de Karapinar, na província de Diyarbakir, duas pessoas ficaram feridas, e uma delas está em estado crítico, em um enfrentamento entre dois grupos que apoiam líderes rivais.

Em outro incidente similar, em um bairro de Midyat, uma cidade da província de Mardin, no sul do país, quatro pessoas ficaram feridas e outra foi detida.

Além disso, um eleitor ficou ferido em um ataque em uma delegacia de Istambul.

Cerca de 57 milhões de turcos poderão votar neste domingo para decidir o comando das prefeituras, um pleito que é visto como um teste para o governo do presidente do país, Recep Tayyip Erdogan, e seu partido, o AKP. EFE

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