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Internacional

Israel anuncia que Brasil abrirá escritório diplomático em Jerusalém

31/03/2019 14h22

Jerusalém, 31 mar (EFE).- O Brasil abrirá um escritório diplomático em Jerusalém como extensão da embaixada em Tel Aviv, anunciou neste domingo o ministro das Relações Exteriores israelense, Israel Katz, durante a visita oficial que o presidente Jair Bolsonaro iniciou hoje em Israel.

"Obrigado por abrir um escritório diplomático em Jerusalém! Israel e Brasil são verdadeiros amigos, com valores comuns, e fortaleceremos a cooperação entre os nossos países", escreveu Katz no Twitter, horas antes de Bolsonaro participar de uma entrevista coletiva com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

O presidente brasileiro tinha prometido durante a campanha eleitoral, seguindo os passos dos Estados Unidos, fazer a polêmica mudança da delegação diplomática para a Cidade Santa, cuja parte oriental palestina está ocupada e anexada, contrariando orientações da Organização das Nações Unidas (ONU).

A oposição de parte do governo de Bolsonaro a este movimento, pelas relações comerciais que mantém em venda de carne halal (permitida para consumo pela lei islâmica) com os países árabes, teria diminuído a promessa a uma sede com status diplomático.

Hungria e República Tcheca fizeram movimentos similares, o primeiro com a inauguração em março de um escritório comercial com status diplomático e o segundo com a abertura no ano passado de um consulado honorário em Jerusalém. Tanto o governo húngaro quanto o tcheco tinham apoiado a mudança da embaixada de Tel Aviv para Jerusalém, como fizeram até agora Estados Unidos e Guatemala, mas esta medida é rejeitada em consenso pela União Europeia.

Bolsonaro foi recebido hoje, como um gesto especial, por Netanyahu no Aeroporto Internacional Ben Gurion, em Tel Aviv, onde ressaltaram os laços entre os dois países. O presidente brasileiro chegou acompanhado de uma grande comitiva, que assinou seis acordos bilaterais com políticos israelenses em temas como segurança, aviação, ciência e tecnologia, segurança pública e saúde.

Para fechar a agenda do primeiro dia, o chefe de governo israelense oferecerá a Bolsonaro um jantar na sua residência em Jerusalém, depois da coletiva. EFE

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