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Reunião da Otan começa com foco na Rússia e retirada de tropas do Afeganistão

4.abr.2019 - Visão geral da reunião do Conselho do Atlântico Norte durante a cúpula dos Ministros dos Negócios Estrangeiros da OTAN no Departamento de Estado dos EUA, em Washington - Mandel Ngan/AFP
4.abr.2019 - Visão geral da reunião do Conselho do Atlântico Norte durante a cúpula dos Ministros dos Negócios Estrangeiros da OTAN no Departamento de Estado dos EUA, em Washington Imagem: Mandel Ngan/AFP

04/04/2019 11h57

A reunião dos 29 ministros das Relações Exteriores da Otan começou hoje com foco nas ações "agressivas" da Rússia no Mar Negro e a retirada de tropas do Afeganistão, explicou à imprensa o secretário-geral da organização, Jens Stoltenberg.

"Focaremos na relação com a Rússia, que viola o tratado INF ao posicionar mísseis na Europa. Também falaremos sobre as ações agressivas de Moscou no Mar Negro e tentaremos um acordo em uma série de medidas para apoiar Geórgia e Ucrânia, que são nações soberanas que devem ser capazes de definir seus rumos", disse Stoltenberg ao entrar na reunião.

Durante o encontro, realizado no Departamento de Estado dos Estados Unidos, a Otan também abordará o treinamento das forças de segurança no Iraque e, à margem da reunião, será discutida a decisão da Turquia de comprar um sistema antimísseis russo, detalhou o secretário.

"Vemos que este tema criou discordâncias entre os aliados. A Otan é uma plataforma para que os aliados tratem assuntos como este, a questão dos s-400 não está na agenda dos encontros de hoje, mas certamente espero que seja abordada à margem da reunião", ressaltou Stoltenberg.

Os EUA devem pedir à Otan que aprove um pacote de medidas para aumentar sua presença no Mar Negro, que se transformou em um ponto de atrito entre Kiev e Moscou.

Na reunião, a Otan também abordará a retirada de suas tropas do Afeganistão depois de 16 anos no país, o treinamento de forças iraquianas e a luta contra o terrorismo, informou Stoltenberg, que foi primeiro-ministro da Noruega entre 2005 e 2017.

Outro dos assuntos será a contribuição econômica dos membros à Otan e, especialmente, se estão dispostos a estipular em 2% de seu PIB o investimento em defesa até 2024, como se comprometeram há cinco anos.

O governo dos EUA criticou a Alemanha por investir nas Forças Armadas apenas 1,23% de seu PIB, apesar de ser a maior potência econômica europeia, e Berlim respondeu dizendo que mantém seu objetivo de estabelecer em 1,5% o investimento em defesa até 2024 e progressivamente elevá-lo até 2%.

A reunião coincide com o 70º aniversário da Otan, criada a partir do tratado que 12 países assinaram em 4 de abril de 1949 em Washington.

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