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Internacional

Lavrov diz que presença dos EUA na Síria é "ocupação" injustificável

07/04/2019 12h38

Amã, 7 abr (EFE).- O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, afirmou neste domingo durante uma visita à Jordânia que a presença dos Estados Unidos na Síria é uma "ocupação" injustificável.

"Não sabemos o que justifica a ocupação americana de uma área na Síria onde os americanos trocaram interesses ilegais com organizações extremistas", disse Lavrov em entrevista coletiva conjunta com seu colega jordaniano, Ayman Safadi.

Lavrov advertiu que os Estados Unidos, apesar de falar que está preparado para comentar sua presença na área de Al Tanf, fronteiriça com a Jordânia, realmente pretende desdobrar mais tropas na zona.

"Os americanos dizem que estão preparados para falar sobre a presença ali, mas é incorreto. Estão tentando aumentar sua presença na Síria", disse Lavrov.

O ministro russo acusou os Estados Unidos de "obstruir" a evacuação de refugiados do acampamento de Rukban, situado nessa zona controlada pelas tropas norte-americanas e onde vivem cerca de 40 mil pessoas.

"Rejeitamos a presença dos EUA nessa área e vemos que os refugiados de Rukban tem que ter o direito de retornar aos seus lares", acrescentou.

No entanto, tanto Lavrov como Safadi reconheceram que seus países estão envolvidos em negociações com os Estados Unidos com o objetivo de evacuar o acampamento de Rukban, situado em território sírio, justo na fronteira jordaniana.

"Há um diálogo com a Rússia e os Estados Unidos para chegar a um acordo sobre este tema", disse Safadi, cujo país fechou a fronteira para evitar a passagem de refugiados e a infiltração de terroristas depois de um atentado na região em dezembro de 2016.

O ministro jordaniano citou relatórios da ONU segundo os quais "95% dos ocupantes do acampamento de Rukban querem retornar aos seus lares na Síria".

Além disso, Lavrov pediu às Nações Unidas que "relance" o processo negociador de Genebra, sobre a base das resoluções da ONU e do resultado das rodadas de negociação de Astana e Sochi, auspiciadas pela Rússia.

"Esperamos que as Nações Unidas reiniciem o diálogo sírio em Genebra", manifestou Lavrov. EFE

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