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Grupo de Lima critica China, Cuba, Rússia e Turquia por apoiar Maduro

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O presidente da Venezuela, Nicolas Maduro Imagem: Getty Images

2019-04-15T18:22:00

15/04/2019 18h22

O Grupo de Lima pediu nesta segunda-feira à comunidade internacional que respalde o "processo de transição" para a democracia na Venezuela e criticou China, Cuba, Rússia e Turquia "pelo impacto negativo" na América Latina causado pelo apoio que deram ao regime de Nicolás Maduro.

Além disso, os 12 países signatários da declaração publicada ao término da 12ª reunião de ministros das Relações Exteriores deste bloco pediram às organizações internacionais que reconheçam os representantes designados pelo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, o opositor Juan Guaidó.

O Grupo Internacional de Contato, integrado por parceiros regionais do Grupo de Lima, como México, Uruguai e Bolívia, também foi lembrado durante a cúpula realizada nesta segunda-feira. Os países do bloco querem uma maior convergência para exigir a realização de eleições livres e transparentes na Venezuela.

O Grupo de Lima também pediu à comunidade internacional que continue adotando sanções contra o regime de Nicolás Maduro e que coloquem à disposição de Guaidó os bens pertencentes ao povo venezuelano no exterior, seguindo a ordem jurídica de cada país.

O chanceler do Chile, Roberto Ampuero, responsável por ler a declaração final da cúpula, enviou uma mensagem ao secretário-geral da ONU, à Assembleia-Geral e ao Conselho de Segurança, pedindo que ações sejam tomadas para "evitar a progressiva deterioração da paz e da segurança" na Venezuela.

Ampuero convocou os principais órgãos da ONU a prestar ajuda humanitária de forma urgente à população venezuelana e aos imigrantes que decidiram cruzar a fronteira para fugir da crise no país.

Outro dos alvos da declaração foi o Tribunal Penal Internacional. O texto pede que o órgão avance na investigação preliminar sobre crimes contra a humanidade cometidos pelo regime de Maduro.

Além disso, o Grupo de Lima reiterou uma solução pacífica para a crise da Venezuela, condenou o uso da força por parte do chavismo e criticou qualquer ameaça que implique em intervenção militar.

O bloco também renovou o apoio a Guaidó e disse que Maduro é pessoalmente responsável pela vida, liberdade e integridade do opositor e dos demais deputados da Assembleia Nacional.

Participaram da reunião os chanceleres de Argentina, Canadá, Colômbia, Costa Rica e Peru. O Brasil foi representado pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. Outros países, como Equador, Guatemala, Guiana, Paraguai e Santa Lúcia enviaram vice-chanceleres ou embaixadores para o encontro.

A próxima cúpula de chanceleres do Grupo de Lima vai ocorrer na Guatemala, em data que ainda será definida. O bloco também decidiu realizar em Lima, no Peru, uma Conferência Internacional pela Democracia na Venezuela, que deve contar com a participação de todos os governos que apoiam o restabelecimento da democracia no país. EFE

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