Topo

Venezuela rejeita sanções do Canadá contra chefes de inteligência

2019-04-15T22:02:00

15/04/2019 22h02

Caracas, 15 abr (EFE).- O governo de Nicolás Maduro rejeitou nesta segunda-feira as sanções que o Canadá impôs contra 43 altos funcionários venezuelanos, entre eles os responsáveis pelos serviços de inteligência.

Em comunicado, a chancelaria venezuelana "rejeita categoricamente a ilegal aplicação de medidas coercitivas" por parte do Canadá e acusa o governo de Justin Trudeau de "violar descaradamente o direito internacional, afundando as históricas relações de amizade" entre ambos países.

A chamada revolução bolivariana alega que Trudeau, "no seu afã por demonstrar fidelidade à agressão imperial (dos Estados Unidos) contra a Venezuela", anulou o Canadá "como um ator confiável para o diálogo, a diplomacia, a paz e o respeito à democracia na região".

"Sua aliança com criminosos de guerra, que declararam sua intenção de destruir a economia venezuelana para infligir sofrimento ao povo e saquear as riquezas do país, evidencia a hipócrita atitude do governo de Ottawa na sua impostada preocupação com os direitos humanos", acrescenta o comunicado.

O Executivo venezuelano considera, além disso, que as quatro rodadas de sanções que o Canadá impôs contra dezenas de seus funcionários mostra "que é a ambição corporativa a que está por trás do seu calculado apoio à agressão política e econômica contra a Venezuela".

O comunicado também acusa Trudeau de "acompanhar a aventura belicosa e criminosa de Donald Trump", a quem o governo chavista considera o principal promotor de ações contra a Venezuela.

Entre os afetados pelas sanções estão Manuel Gregorio Bernal Martínez, ex- diretor do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin), que em julho foi promovido ao posto de major-general, e Iván Rafael Hernández Dala, comandante da Direção Geral de Contrainteligência Militar (DGCIM).

Além disso, também estão na lista Manuel Ricardo Cristopher Figuera, atual diretor do Sebin, Hildemaro José Rodríguez Múcura, delegado do Sebin, e Rafael Enrique Bastardo Mendoza, comandante de uma unidade da Polícia Nacional da Venezuela.

Nas rodadas de sanções anteriores, o Canadá já tinha punido 70 funcionários com medidas similares, que impedem indivíduos ou entidades canadenses de manter relações financeiras com os sancionados.

Ottawa justificou a inclusão dos outros 43, entre os quais há também governadores regionais, na lista de sancionados porque são "responsáveis pela deterioração da situação na Venezuela".

A ministra das Relações Exteriores do Canadá, Chrystia Freeland, afirmou em comunicado que "hoje o Canadá está tomando medidas para que outras 43 pessoas respondam pelos seus papéis na piora da situação na Venezuela". EFE