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Justiça rejeita pedido de liberdade feito pelo ex-presidente Kuczynski

2019-04-16T07:00:00

16/04/2019 07h00

Lima, 16 abr (EFE).- O ex-presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, perdeu o recurso na segunda-feira onde solicitava sua liberdade, após ser preso na semana passada por suposta lavagem de dinheiro no caso Odebrecht e nos próximos dias pode ficar em prisão preventiva, a pedido da Promotoria.

O tribunal rejeitou o recurso apresentado por Kuczynski, mas aceitou libertar sua secretária Gloria Kisic e seu motorista, José Luis Bernaola, que estavam presos juntos com o ex-mandatário.

Os três são acusados de supostamente terem lavado dinheiro de possível origem ilegal da construtora brasileira por meio de consultorias em nome da Westfield Capital, empresa de Kuczynski registrada nos Estados Unidos, quando era ministro do ex-presidente Alejandro Toledo.

Os juízes argumentaram que a detenção é uma medida razoável para a existência de provas onde mostram o suposto crime e a percepção de que Kuczynski não ajudou localizar outras pessoas investigadas, visto como uma tentativa de atrapalhar a investigação.

No início da audiência, os promotores encarregado do caso disseram que solicitarão a prisão preventiva de Kuczynski, para que ele permaneça detido até a conclusão das investigações ou até a eventual realização de um julgamento.

Em seu recurso, Kuczynski reiterou sua inocência das acusações e defendeu sua disposição em colaborar com as investigações e acusou o Ministério Público de copiar os argumentos do relatório da comissão parlamentar que investiga a Lava Jato no Peru.

A revelação da ligação entre Odebrecht e Kuczynski causou sua saída da presidência, em março do ano passado, diante da pressão da oposição, que também denunciou a suposta compra de votos dos parlamentares para tentar evitar sua destituição. EFE

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