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Começa em Vladivostok a primeira cúpula entre Putin e Kim Jong-un

2019-04-25T02:03:00

25/04/2019 02h03

Vladivostok (Rússia), 25 abr (EFE).- A cúpula entre o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, começou nesta quinta-feira em Vladivostok, no Extremo Oriente Russo, naquela que é a primeira reunião entre as duas nações e na qual abordarão a desnuclearização da península coreana, os laços bilaterais e a cooperação regional.

Kim chegou às 14h10 (horário local, 1h10 de Brasília) ao edifício "S" do campus da Universidade Federal do Distante Oriente, na Ilha Russky, onde acontece a cúpula.

O líder norte-coreano foi recebido na entrada com um aperto de mão de Putin, que tinha chegado 20 minutos antes ao local da cúpula, após o qual os dois líderes passaram a cumprimentar as duas delegações.

Esta é a primeira cúpula entre os dois líderes, uma vez que Kim se reuniu quatro vezes com o presidente chinês, Xi Jinping, três com o sul-coreano, Moon Jae-in e dois com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mas nunca com Putin, desde que chegou ao poder na Coreia do Norte, em 2011.

Os dois líderes farão primeiro uma reunião bilateral e em seguida realizarão um encontro ao lado de suas respectivas delegações.

O ponto principal da agenda é uma solução pacífica para a questão nuclear na península coreana e os esforços de distensão entre as duas coreias, assim como as relações bilaterais - assuntos políticos, econômicos, culturais e humanitários - e a cooperação para garantir a segurança no nordeste asiático.

A cúpula é realizada depois do fracasso da reunião entre Kim e Trump, em Hanói (Vietnã), no final de fevereiro.

A reunião é uma boa oportunidade para Kim conseguir apoio mais sólido de Putin para proposta de desnuclearização gradual acompanhada de um levantamento progressivo de sanções, uma oferta rejeitada por Washington na recente cúpula em Hanói.

A Casa Branca defende o chamado "grande acordo", que propôs na capital vietnamita, e isso envolve a eliminação de todos os programas de armas norte-coreanos, além do atômico, antes de relaxar qualquer sanção.

Putin pede a desnuclearização da península coreana e, portanto, apoiou as sanções no Conselho de Segurança toda vez que aconteceram testes em Pyongyang, mas ao mesmo tempo, apóia o desarmamento passo a passo e oferece garantias de segurança a Kim.

Os dois líderes não esperam fazer declarações no final da cúpula, nem assinar acordos, de acordo com o Kremlin. EFE

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