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Na ONU, Venezuela denuncia efeitos de sanções dos EUA: "devastadores"

2019-04-25T19:57:00

25/04/2019 19h57

Nações Unidas, 25 abr (EFE).- O chanceler da Venezuela, Jorge Arreaza, denunciou nesta quinta-feira na ONU os efeitos que as sanções dos Estados Unidos estão tendo sobre a economia e a população do país, classificando-os como "devastadores".

"É hora de nos declararmos em campanha pela denúncia, para que o mundo conheça os efeitos devastadores do bloqueio unilateral, ilegal e arbitrário que o governo dos Estados Unidos impôs sobre a Venezuela", afirmou Arreaza em entrevista coletiva.

Segundo o ministro, as medidas dos EUA tiveram "consequências humanas em vidas" e "em sofrimento", especialmente devido às sanções econômicas e financeiras.

Essas punições, conforme salientou Arreaza, deixaram bloqueados bilhões de dólares venezuelanos em instituições financeiras internacionais e prejudicam o governo em operações necessárias em muitas áreas, como a da saúde.

"Esse bloqueio certamente restringiu a receita nacional, restringiu a capacidade de importar. Temos milhões (...) bloqueados em bancos internacionais. É uma agressão cruel, criminosa", lamentou, ressaltando que pessoas estão morrendo na Venezuela por falta de medicamentos.

"E a vida das pessoas? E as crianças? E os idosos? E os pacientes com HIV? E os pacientes com tratamento de quimioterapia? E os pacientes com tratamento de diálise? E as operações cirúrgicas que tiveram que ser suspensas?", questionou.

Diante dessa situação, Arreaza frisou que a Venezuela resistirá e continuará trabalhando com outros países que se opõem, de acordo com ele, a uma "ditadura" que os EUA querem impor no mundo.

Entre esses países, Arreaza destacou a Rússia, com quem o governo venezuelano tem uma importante aliança militar e em outros âmbitos, uma cooperação que o ministro disse que quer continuar reforçando.

Durante o governo de Barack Obama, os EUA declararam a Venezuela como uma "ameaça para a segurança nacional", o que abriu a porta para medidas contra o país, que se endureceram de maneira considerável desde que Donald Trump chegou à Casa Branca.

Os EUA impuseram desde então diversas sanções políticas e econômicas ao governo de Maduro e, em janeiro, reconheceram o líder do Parlamento, o opositor Juan Guaidó, como presidente em exercício do país.

Arreaza afirmou nesta quinta-feira que ontem expôs as consequências dessas medidas ao secretário-geral da ONU, António Guterres, com quem se reuniu em Nova York.

Durante a visita, o chanceler venezuelano também se reuniu com um grupo de dezenas de países que se comprometeram a defender a Venezuela nas Nações Unidas diante das ações dos EUA. EFE

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