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Oleoduto explode durante roubo de combustível no sul do México

2019-05-09T13:18:00

09/05/2019 13h18

Cidade do México, 9 mai (EFE).- Um oleoduto explodiu nesta quinta-feira no município de Reforma, no estado mexicano de Chiapas, incidente supostamente causado durante um roubo de gasolina e que até agora não teve mortes confirmadas.

De acordo com a Defesa Civil de Chiapas, tudo aconteceu por volta das 23h10 de quarta-feira (1h10 de quinta-feira em Brasília), quando uma forte explosão foi percebida pelos habitantes da cidade.

As autoridades já chegaram ao local, mas ainda não conseguiram se aproximar devido ao tamanho do incêndio. As investigações iniciais confirmam que dois veículos estão carbonizados, entre deles um caminhão.

A região do incidente foi isolada pela equipe de segurança da estatal Petróleos Mexicanos (Pemex), pela polícia e pelo exército do país.

"Até o momento não há informações sobre vítimas, já que não podemos nos aproximar devido às fortes chamas. Ao longo da madrugada chegaram equipes do município de Reforma que já estão trabalhando no lugar", disse a Defesa Civil em breve mensagem.

Dezenas de famílias foram desalojadas dos arredores para prevenir qualquer tragédia. De acordo com as autoridades, as chamas chegaram a três metros de altura.

Moradores locais relataram que há um ano e meio têm visto pessoas armadas entrando e saindo do lugar onde ocorreu a explosão. A suspeita é que alguns estejam retirando ilegalmente combustível de encanamentos da Pemex, prática conhecida como "huachicoleo" no México e que provoca prejuízos milionários à estatal.

Em dezembro do ano passado, uma explosão durante o roubo de combustível em um oleoduto da empresa no município de Tlahuelilpan, no estado de Hidalgo, causou a morte de 135 pessoas.

O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, iniciou desde que chegou ao poder, em dezembro, um firme combate ao roubo de combustíveis, reforçando a segurança nos oleodutos e mudando o modelo de fornecimento aos postos de gasolina, potencializando o transporte por caminhões. EFE

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