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China confirma encontro entre Hamilton Mourão e Xi Jinping

2019-05-15T07:01:00

15/05/2019 07h01

Pequim, 15 mai (EFE).- O vice-presidente Hamilton Mourão se reunirá com o presidente da China, Xi Jinping, durante sua visita ao país asiático, que será realizada entre os dias 19 e 24 deste mês, com o objetivo de impulsionar a cooperação entre as duas economias emergentes, confirmou nesta quarta-feira o governo chinês, através de uma entrevista coletiva.

De acordo com o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Geng Shuang, Mourão será recebido pelo vice-presidente Wang Qishan e também se reunirá com o presidente da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC, semelhante a uma Câmara Alta), Wang Yang.

Durante sua visita, Mourão será o co-presidente do quinto comitê de coordenação de cooperação entre os dois países e visitará Xangai para participar de vários fóruns de negócios e atividades culturais.

"O Brasil e China são os maiores países em desenvolvimento do hemisfério americano e asiático e têm um relacionamento maduro e sólido. Nos últimos anos, realizamos parcerias de sucesso em setores como comércio, investimento e finanças, trazendo benefícios para ambas as partes", divulgou o porta-voz.

Geng observou que este ano marca o 45º aniversário do estabelecimento de relações diplomáticas entre China e Brasil, e que o lado asiático espera aproveitar a oportunidade para "fortalecer a confiança política mútua" e "aprofundar a cooperação amigável e mutuamente benéfica" entre os "dois parceiros estratégicos".

Além disso, o porta-voz saudou a possível participação brasileira no plano projeto chinês de investimentos das Novas Rotas da Seda, e antecipou que, sobre este assunto, "já foram realizadas consultas" e "discutido planos" para "buscar sinergias entre as estratégias de conectividade" das duas partes.

As relações entre China e Brasil vêm passando por altos e baixos desde que Jair Bolsonaro chegou ao poder, em janeiro, especialmente por descrever durante sua campanha eleitoral, o gigante asiático como "um predador que quer dominar setores estratégicos da economia brasileira".

No entanto, pouco depois de vencer a eleição, Bolsonaro disse que o Brasil se comprometia em manter os laços com a China, seu principal parceiro comercial, independentemente das suas diferenças ideológicas, e no mês de março anunciou que pretende visitar o país asiático ainda no segundo semestre deste ano.

A China tem sido o principal parceiro comercial do Brasil no mundo nos últimos cinco anos e o destino da maioria das exportações de matérias-primas brasileiras, enquanto o país asiático mantém investimentos substanciais no país, especialmente na área de energia. EFE

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