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Forças iemenitas arrebatam estratégica cidade no sul do Iêmen dos houthis

18/05/2019 09h42

Saná, 18 mai (EFE).- As forças do governo iemenita, com o apoio aéreo da coalizão árabe liderada pela Arábia Saudita, arrebataram dos rebeldes houthis a cidade estratégica de Qataba, no sul do Iêmen, após uma semana de intensos combates em um momento no qual os insurgentes intensificaram seus ataques.

A agência estatal de notícias "Saba", controlada pelo governo, indicou que as tropas iemenitas recuperaram o controle de Qataba, situada na província meridional de Ad Dali', 245 quilômetros ao sul da capital Saná.

Durante a batalha morreram mais de 80 combatentes do movimento houthi, o qual a coalizão árabe acusa de estar sendo respaldado pelo Irã, segundo a "Saba".

Na semana passada, os houthis afirmaram que haviam avançando em Ad Dali' e tinham tomado o controle de mais de 100 aldeias e dezenas de posições militares na província.

Com a captura de uma das cidades mais importantes da província, as tropas iemenitas avançam na sua tentativa de arrebatar o território que os houthis dominam e se aproximam da província de Ibb, controlada pelos insurgentes.

Esta operação militar coincide com outro momento de tensão entre ambas partes do conflito, que começou no final de 2014, depois que os houthis confirmaram que tinham atacado a Arábia Saudita.

A coalizão respondeu e bombardeou Saná, controlada pelos rebeldes, matando cinco crianças e deixando dezenas de feridos, segundo a ONU.

Em paralelo, os rebeldes se retiraram unilateralmente dos portos vitais do mar Vermelho de Hodeida, Salif e Ras Isa e entregaram o controle à guarda costeira supervisionada pela ONU, que tenta mediar a situação nessa região para cumprir com o estabelecido no acordo ao qual chegaram as partes em conflito em dezembro do ano passado na Suécia.

No entanto, o governo iemenita, cuja sede provisória se encontra na cidade litorânea de Áden, expressou sua rejeição à decisão dos houthis por ter sido realizado de maneira unilateral e os acusou de ter alistado seus homens como membros da guarda costeira para manter o domínio das instalações estratégicas.

Esses portos que estavam em poder dos rebeldes - especialmente o de Hodeida, a maior via de entrada de ajuda para o Iêmen, - são considerados estratégicos para o país.

O conflito iemenita explodiu em dezembro de 2014, quando os rebeldes ocuparam Saná e outras províncias do país e tiraram do poder o presidente Abd Rabbuh Mansur Al-Hadi, reconhecido pela comunidade internacional e que se exilou em Riad.

A Arábia Saudita, que lidera uma coalizão internacional na qual também participam os Emirados Árabes Unidos, envolveu-se no conflito em 2015 ficando do lado de Hadi contra os houthis em um país que sofre atualmente a pior crise humanitária no mundo, segundo a ONU. EFE

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