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Em referendo, suíços decidem aumentar limitações sobre posse de armas

2019-05-19T12:10:00

19/05/2019 12h10

Genebra, 19 mai (EFE).- Os cidadãos da Suíça, um dos países com mais armas per capita do mundo, votaram neste domingo em referendo a favor de que o país aumente as limitações à posse de armamento, a fim de adaptar-se a medidas similares estabelecidas pela União Europeia (UE) para fazer frente ao terrorismo jihadista.

O "sim" a essas limitações ganhou hoje com 63,73% dos votos (1,5 milhão de pessoas), em uma consulta que teve 43,88% de participação e na qual todos os cantões do país menos um (o de Ticino, no sul) votaram a favor da nova legislação.

O bloco europeu endureceu suas leis sobre a posse de armas em 2017, em resposta a ataques como os ocorridos em Paris em 2015, e pediu à Suíça que introduzisse reformas legais para adaptar-se, diante da facilidade de atravessar as fronteiras entre o país centro-europeu (por ser parte da área Schengen) e a UE.

A modificação legal afeta principalmente à posse de armas semiautomáticas, que agora só poderá ser possível por meio de uma "autorização excepcional" por parte dos organismos competentes.

Os setores opostos à reforma legal, principalmente ligados a partidos conservadores, defendiam que a proposta era "anti-Suíça", já que punha em perigo tradições nacionais como a prática da caça e de tiro.

Na Suíça há aproximadamente 27 armas por cada 100 pessoas, algo que se explica em parte pelo fato de o serviço militar ser obrigatório e os que entram nele recebem uma arma - normalmente um fuzil de assalto - que podem guardar em casa.

Os defensores da limitação, no entanto, argumentaram que esta em nenhum caso comprometia populares práticas esportivas como o tiro, nem obriga os suíços a entregar seus fuzis.

Na sessão de referendos de hoje - a Suíça tem uma a cada três meses -, os suíços também estavam convocados a votar por uma reforma tributária para o financiamento do seu sistema de previdência, o chamado AVS, que os eleitores aceitaram com 66,38% dos votos, sem que nenhum cantão expressasse sua oposição. EFE

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