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Kurz participará da cúpula da UE apesar da ruptura de seu governo na Áustria

2019-05-19T11:23:00

19/05/2019 11h23

Viena, 19 mai (EFE).- O chanceler da Áustria, Sebastian Kurz, participará da cúpula do Conselho Europeu de 28 de maio em Bruxelas, dois dias depois das eleições para o Parlamento Europeu, apesar da ruptura da coalizão do seu governo, formada por conservadores e ultranacionalistas.

"Na terça-feira (28) estarei no Conselho Europeu que abordará o futuro da União Europeia (UE)", afirmou Kurz, chefe do democrata-cristão Partido Popular (ÖVP), após lembrar que no próximo domingo os austríacos estão convocados às urnas para as eleições ao Parlamento Europeu.

O chefe do governo austríaco, desde ontem interino, fez esse anúncio depois de se reunir com o presidente do país, o ecologista Alexander van der Bellen, para falar sobre os próximos passos diante da inesperada crise e da antecipação das eleições legislativas.

A crise começou na sexta-feira com a divulgação de um vídeo comprometedor para o vice-chanceler e líder dos ultranacionalistas do Partido da Liberdade da Áustria (FPÖ), Heinz-Christian Strache, que renunciou ontem.

O vídeo, gravado com câmeras escondidas em julho de 2017 em uma casa da ilha de Ibiza, na Espanha, mostra Strache disposto a cometer atos de corrupção e traçando passos concretos para controlar a imprensa nacional.

Kurz ressaltou a importância da citada cúpula europeia porque nela se deverão "estabelecer os fundamentos que decidirão em que direção se desenvolverá a UE e daí quais pessoas assumirão responsabilidades".

"Da mesma forma que o presidente, tentarei fazer consultas com o novo chefe do FPÖ designado e com os líderes dos demais partidos nos próximos dias", acrescentou o chanceler, após assegurar que seu desejo é continuar liderando o governo.

Kurz evitou responder a perguntas dos jornalistas sobre a formação do governo interino que estará no poder até a formação de um novo surgido das urnas.

Vários membros de seu ÖVP, assim como observadores políticos e a imprensa, consideram que o gabinete não pode continuar no poder com os membros que pertencem ao FPÖ. EFE

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