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May oferece a deputados possibilidade de votar sobre 2º referendo do Brexit

21/05/2019 15h17

Londres, 21 mai (EFE).- A primeira-ministra do Reino Unido, a conservadora Theresa May, anunciou nesta terça-feira que o projeto de lei do acordo do Brexit permitirá que os parlamentares votem sobre a convocação de um eventual segundo referendo sobre a saída da União Europeia (UE).

A chefe de governo detalhou um pacote de medidas com as quais espera ganhar o apoio de alguns deputados da oposição, de modo que a Câmara dos Comuns ratifique o acordo do Brexit, que já foi rejeitado três vezes.

O "novo acordo" apresentado por May inclui uma união aduaneira temporária com a UE, válida até as próximas eleições gerais no Reino Unido, além de garantias para manter os direitos trabalhistas e os padrões ambientais.

May alertou que a lei do Brexit, que chegará ao Parlamento na primeira semana de junho, é "última oportunidade" para que o Reino Unido "cumpra o resultado" do referendo de junho de 2016, no qual prevaleceu a opção de abandonar a UE.

O setor mais eurocético dos conservadores e os aliados do Partido Democrático Unionista (DUP) norte-irlandês se opõem aos termos de separação definidos com Bruxelas, motivo pelo qual derrubaram o texto nas três vezes que foi apresentado aos parlamentares.

"Inicialmente, queríamos aprovar o acordo com o apoio dos conservadores e do DUP. No nosso sistema parlamentar, é assim que as coisas geralmente são feitas", comentou a primeira-ministra.

Os impasses para conseguir apoio do próprio partido levaram May a tomar "a difícil decisão de tentar chegar a um acordo com as demais forças", ressaltou.

Embora as conversas com o Partido Trabalhista não tenham resultado em um acordo específico, facilitaram uma aproximação de posturas em diversos âmbitos, segundo a governante.

O ponto de maior tensão era a criação de uma união aduaneira com a União Europeia após o Brexit, o modelo de futura relação comercial que os trabalhistas defendem.

May voltou a se mostrar contra essa proposta, por considerar que impediria o Reino Unido de forjar a sua própria política comercial, mas aceitou submeter a uma votação a possibilidade de estabelecer uma união aduaneira temporária, até as próximas eleições, previstas para 2022.

Uma parte dos trabalhistas também reivindica um segundo referendo para que os britânicos possam se pronunciar sobre os termos de saída da UE caso o Parlamento os ratifique.

A primeira-ministra também se manifestou contra essa consulta, mas anunciou que o texto da lei do Brexit obrigará a Câmara dos Comuns a se pronunciar se quer convocar um novo referendo. EFE

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