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Em guerra comercial com EUA, Xi pede que China se prepare para dificuldades

22/05/2019 14h29

Pequim, 22 mai (EFE).- O presidente da China, Xi Jinping, pediu nesta quarta-feira à população do país que se prepare para enfrentar uma série de situações difíceis e superar importantes desafios no futuro próximo.

A mensagem, divulgada pela agência estatal "Xinhua" foi feita em um momento de agravamento da guerra comercial com os Estados Unidos.

"Nosso país ainda está em um período de grandes oportunidades estratégicas para o desenvolvimento, mas a situação internacional é cada vez mais complicada", disse Xi durante visita à província de Jiangxi, no sul do país.

O presidente da China destacou que o país deve tomar ciência sobre a natureza complexa da conjunta internacional e nacional, preparando-se para enfrentar situações difíceis no futuro.

Xi enviou mensagens similares ao povo chinês em outras ocasiões, mas as declarações de hoje têm especial importância devido à escalada de tensão na guerra comercial com os EUA, que se tornou também uma batalha pela supremacia tecnológica mundial.

O decreto de emergência nacional assinado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para proibir empresas americanas de fazer negócios com companhias que supostamente estão espionando o país tem como alvo a Huawei, gigante tecnológica chinesa que parece estar à frente das concorrentes no desenvolvimento de redes móveis 5G.

Google, Intel e Qualcomm, entre outras importantes empresas americanas do setor, já anunciaram que romperão parcerias com a Huawei para cumprir a ordem de Trump.

Além disso, a diretora financeira da Huawei, Meng Wanzhou, espera julgamento em liberdade no Canadá. Ela foi presa após pedido dos EUA, que acusou a empresa chinesa de violar as sanções impostas pelo governo americano ao Irã.

O fundador e diretor-executivo da Huawei, Ren Zhengfei, tentou minimizar a relevância das restrições americanas, mas ressaltou que elas vão atrapalhar o desenvolvimento da tecnologia 5G. A empresa chinesa diz estar três anos à frente das concorrentes.

"Já estávamos preparados para lidar com a restrição. Podemos fazer chips tão bons como os feitos pelas empresas americanas, embora isso não signifique que não vamos comprar os deles", afirmou o executivo. EFE

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