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Uruguai tenta solucionar crise aberta com saída da Petrobras do país

22/05/2019 15h19

Montevidéu, 22 mai (EFE).- A vice-presidente do Uruguai, Lucía Topolansky, disse nesta quarta-feira que o governo está trabalhando para encontrar uma solução para a crise aberta após a decisão da Petrobras de deixar o país, o que provocou uma greve parcial e uma manifestação dos funcionários da empresa em Montevidéu.

"Não tenho claro qual será a definição (do caso). Sei que estão trabalhando a mil no Ministério do Trabalho e da Indústria para encontrar uma saída. É importantíssimo", afirmou Topolansky.

A vice-presidente participou na manhã de hoje de um evento da Câmara Espanhola de Comércio, Indústria e Navegação do Uruguai (Camacoes). Esteve presente na encontro a pré-candidata nas eleições primárias do partido Frente Ampla, Carolina Cosse.

Topolansky disse que a situação na Petrobras no país é delicada porque o Brasil está vivendo um momento "especialmente complicado".

"Por alguma razão, os brasileiros estão desmantelando e privatizando. Isso é um efeito rebote dos grandes problemas que o Brasil tem", destacou a vice-presidente do Uruguai.

Sobre a greve parcial convocada pela sindical uruguaia PIT-CNT hoje e a possível convocação de uma nova paralisação de 24 horas nos próximos dias, Topolansky defendeu o direito dos trabalhadores se manifestarem, mas ressaltou que os funcionários da Petrobras devem avaliar se esse tipo de ato ajuda a resolver a situação.

A vice-presidente reiterou que o governo de Tabaré Vázquez quer uma solução negociada. Para ela, é preciso não só discutir a saída da Petrobras, mas também quem virá depois da empresa brasileira.

A Petrobras é a controladora da Distribuidora de Gás de Montevidéu (DGM) e tem 55% da distribuidora de gás Conecta.

A estatal anunciou no último dia 26 de abril a venda de novos ativos, que incluem oito refinarias no Brasil e a rede de postos de gasolina PUDSA, no Uruguai.

O conflito dos trabalhadores com a empresa começou em 2016, após várias demissões que foram respondidas com greves de fome e ocupações de sedes da Petrobras no país. EFE

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