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Presidente do PSG é formalmente acusado na França por crime de corrupção

23/05/2019 12h45

Paris, 23 mai (EFE).- Presidente do Paris Saint-Germain, o catariano Nasser Al-Khelaifi, passou a ser considerado acusado por crime de corrupção no processo que apura possíveis irregularidades na candidatura de Doha, no Catar, para ser sede do Campeonato Mundial de Atletismo, realizado em 2017.

A informação foi confirmada nesta quinta-feira pela Agência Efe, por fontes ligadas ao processo.

De acordo com o jornal francês "Le Parisien", Al-Khelaifi teria sido o responsável por pagar US$ 3,5 milhões (R$ 14 milhões) ao então presidente da Federação Internacional de Atletismo (IAAF), o senegalês Lamine Diack.

Em março, ainda na condição de testemunha, o presidente do PSG prestou depoimento ao juiz especializado em crimes financeiros do Tribunal de Paris Renaud Van Ruymbeke. Na época, o dirigente garantiu desconhecer esse e outros pagamentos.

Além de mandatário pelo Paris Saint-Germain, Al-Khelaifi também é o responsável máximo pela Qatar Sports Investment (QSI), braço esportivo do fundo criado pelo governo catariano para investir em diversos projetos espalhados pelo mundo.

Os pagamentos de suborno foram descobertos durante as investigações do escândalo de doping de atletas da Rússia. A justiça francesa identificou duas transferências para a Pamodzi Sports Consulting, empresa que pertence a Papa Massata Diack, filho de Lamine Diack.

O dinheiro deveria beneficiar a candidatura de Doha para o Mundial de Atletismo ocorrido em 2017. O vencedor da disputa, após avaliação da IAAF, no entanto, acabou sendo Londres, no Reino Unido, que realizou a competição.

A capital do Catar, posteriormente, foi escolhida como sede da edição de 2019 da competição, que acontecerá entre os dias 27 de setembro e 6 de outubro.

Para o advogado de Al-Khelaifi, Francis Szpiner, na origem do processo há uma "lamentável confusão" do juiz do caso, já que os pagamentos teriam sido feitos pela Oryx Qatar Sports Investiment, que é presidida por um irmão do presidente do PSG.

Segundo a defesa do dirigente, se trata de uma empresa privada, diferente da QSI, que é ligada ao um fundo do governo do Catar.

Szpiner garantiu ao "Le Parisien" que Nasser Al-Khelaifi não tinha qualquer relação com a Oryx, de que foi acionista entre 2013 e 2016, no momento em que os pagamentso foram realizados. Ainda disse que o cliente não teve qualquer envolvimento com a candidatura de Doha para sediar o Mundial de Atletismo.

Além disso, o advogado considera que a justiça francesa não é competente para julgar estes supostos crimes.

Esta é a segunda vez que Al-Khelaifi é acusado de envolvimento com corrupção. Em 2017, a justiça suíça acusou o dirigente, como presidente da emissora de televisão "BeIn Sports" e Jérome Valcke, ex-secretário-geral da Fifa, de irregularidades na concessão dos direitos de transmissão na Ásia das Copa dso Mundo de 2026 e 2030. EFE