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EUA acusam Irã de possibilitar destruição de um de seus drones no Iêmen

16/06/2019 14h05

Washington, 16 jun (EFE).- O Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (CentCom), responsável pelas operações militares no Oriente Médio, acusou o Irã neste domingo de possibilitar a destruição de um de seus drones no último dia 6 de junho por forças houthis no Iêmen.

"Um MO-9 americano foi derrubado no Iêmen com o que parece ser um míssil terra-ar houthi, em 6 de junho de 2019. A altitude na qual aconteceu o impacto indica uma melhoria da capacidade houthi, o que pensamos que foi possível graças à ajuda iraniana", denunciou o tenente-coronel Earl Brown, porta-voz do CentCom, em comunicado divulgado hoje.

Além disso, o porta-voz ressaltou que o Pentágono tem relatórios que mostram que um míssil terra-ar SA-7 iraniano "tentou derrubar" uma segunda aeronave não tripulada americana que voava sobre as águas do estreito de Omã no último dia 13 de junho.

Este ataque, segundo o comunicado, teria tido como objetivo impedir que o Pentágono realizasse "operações de vigilância" após o ataque contra o cargueiro Kokuka Courageous, que nesse mesmo dia sofreu uma série de detonações no seu casco que danificaram gravemente a embarcação.

Segundo o CentCom, seu drone se transferiu ao local pouco depois do incidente para avaliar o ocorrido.

"As análises posteriores indicam que esta foi possivelmente uma tentativa de derrubar ou impedir a vigilância do MO-9", destacou a nota.

Na quinta-feira passada, dois navios, a serviço de empresas da Noruega e do Japão, sofreram vários impactos enquanto saíam do estreito de Ormuz, a 30 milhas do litoral iraniano.

O secretário do Departamento de Estado dos EUA, Mike Pompeo, se apressou nesse mesmo dia a acusar o Irã e seus "seguidores" por esta agressão e assegurou que Washington conta com várias provas que demonstram sua responsabilidade.

No entanto, por enquanto, a única prova divulgada pelo governo americano é um vídeo de péssima resolução e em preto e branco no qual se pode ver a tripulação de uma pequena embarcação que parece manipular um objeto aderido ao casco de uma embarcação de maior tamanho.

Segundo o Pentágono, os homens gravados são pessoas próximas ao governo iraniano e o objeto que manipulam é uma mina magnética que quiseram retirar do casco da embarcação após não ter detonado, com o objetivo de apagar seu rastro.

No entanto a tripulação de tal embarcação disse que os impactos foram provocados por projéteis e o governo japonês solicitou a Washington provas concretas para respaldar sua afirmação de que o Irã está por trás do recente ataque. EFE

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