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Potências continuam redução de arsenal nuclear, mas promovem modernização

17/06/2019 02h53

Copenhague, 17 jun (EFE).- O armamento nuclear mundial foi reduzido em 4% no ano passado pelos tratados internacionais assinados pelas grandes potências, que ao mesmo tempo impulsionam programas de modernização, segundo um relatório apresentado pelo Instituto Internacional de Estudos para a Paz de Estocolmo (Sipri).

Os nove países que possuem armas nucleares - Rússia, Estados Unidos, Reino Unido, França, China, Índia, Paquistão, Israel e Coreia do Norte - possuíam no começo do ano 13.865 armas desse tipo, das quais 3.750 estão posicionadas e outras 2.000 em estado de alerta operacional.

A redução, seguindo a tendência dos últimos anos, se deve à implementação do Tratado de Redução de Armas Estratégicas (New START) de 2011 assinado por EUA e Rússia, que possuem juntos mais de 90% do arsenal nuclear no mundo.

Mas esse tratado expirará em 2021 se as partes, que não iniciaram ainda discussões sobre o tema, não fecharem um acordo para prolongá-lo.

"As perspectivas para que haja uma redução negociada dos arsenais russos e americanos parecem mais improváveis tendo em vista as diferenças políticas e militares entre os dois países", advertiu o Sipri no relatório.

Ambos os países têm, além disso, em andamento "amplos e caros" programas para substituir e modernizar suas ogivas nucleares, sistemas de aviões e mísseis e suas instalações de produção de armas.

As demais potências, que dispõem de um arsenal muito menor, também estão desenvolvendo ou posicionando novos sistemas nucleares, ou anunciaram sua intenção de fazê-lo, em particular Índia e Paquistão.

"A conclusão principal é que, apesar da diminuição geral no número de armas nucleares em 2018, todos os estados que possuem armamento desse tipo continuam modernizando seus arsenais", afirmou em comunicado o diretor do Sipri, Khan Eliasson.

O relatório ressalta a considerável variação que existe na informação confiável sobre o estado dos arsenais e as capacidades dos estados, especialmente no caso de Coreia do Norte e Israel. EFE

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