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Combates no norte da Síria deixam pelo menos 52 mortos, segundo ONG

18/06/2019 15h44

(Atualiza número de mortos e acrescenta novos detalhes).

Cairo/Damasco, 18 jun (EFE).- Pelo menos 52 combatentes morreram nesta terça-feira em um ataque cometido pelos insurgentes contra dois povoados controlados pelo governo de Bashar al Assad no norte do país, informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

A ONG afirmou que as "facções jihadistas" realizaram durante a madrugada um ataque contra Kafr Hud e Al Jalma, situadas no noroeste de Hama, e enfrentaram as forças governamentais.

No ataque e nos confrontos armados, morreram pelo menos 37 combatentes das facções opositoras, entre eles 21 jihadistas, que não resistiram a um bombardeio do exército, detalhou o Observatório.

A organização acrescentou que ocorreram ainda 15 baixas nas fileiras do governo de Damasco e de seus aliados.

A ONG com sede no Reino Unido, mas que conta com uma ampla rede de colaboradores no terreno, advertiu que o número de vítimas pode aumentar porque há feridos em estado grave.

Além disso, indicou que quatro civis também morreram nesta terça-feira.

Já a agência de notícias estatal síria "SANA" informou que as unidades do exército enfrentaram "grupos terroristas" que atacaram suas posições no norte e no noroeste de Hama e repeliram os agressores.

Segundo a "SANA", as tropas sírias causaram baixas e feridos nas fileiras inimigas, entre as quais havia combatentes da Frente al Nusra, ex-filial da Al Qaeda na Síria antes de se distanciar da rede terrorista e passar a se chamar Organização de Libertação do Levante.

Uma fonte militar disse à Efe que um jornalista morreu e outro ficou ferido enquanto cobriam os confrontos no noroeste de Hama, e um civil morreu em Kafr Hud, ao ser atingido pelos estilhaços de um projétil lançado pelos grupos opositores.

A fonte acrescentou que quatro soldados sírios morreram em um ataque com míssil das facções contra as áreas onde está posicionado o exército, que recuperou terreno no dia de hoje.

Ao longo do mês de junho, dezenas de soldados das forças leais ao presidente Assad e combatentes das facções rebeldes e opositoras morreram em confrontos entre as duas partes no norte e no noroeste de Hama, onde ambos os grupos tentam ampliar o domínio de populações e territórios.

O norte de Hama, assim como a vizinha província de Idlib, estão nas mãos dos grupos opositores a Damasco, incluídos os mais radicais, como a ex-filial da Al Qaeda.

Ao mesmo tempo que são registrados combates no terreno, a aviação síria e seu principal aliado, a Rússia, bombardearam as principais fortificações opositoras, sobretudo no sul de Idlib, causando também vítimas civis. EFE

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