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Merkel minimiza tremores no corpo em meio a rumores sobre seu estado de saúde

18/06/2019 11h57

Berlim, 19 jun (EFE).- A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, minimizou nesta terça-feira as especulações suscitadas sobre seu estado de saúde pelo visível tremor em suas mãos e pernas enquanto recebia o presidente da Ucrânia, Vladimir Zelenski, que realiza uma visita de trabalho a Berlim.

"Estou bem. Bebi, pelo menos, três copos de água. Agora me sinto bem de novo", disse a chanceler ao ser questionada sobre essa questão em um pronunciamento conjunto com Zelenski, posterior ao encontro realizado na chancelaria.

A líder alemã atribuiu assim a uma suposta desidratação o problema do tremor, enquanto dirigia um sorriso a Zelenski, que, por sua vez, comentou que tinha visto a chanceler "muito segura".

As imagens da chanceler sob o sol, com sinais de fraqueza física e abanando repetidamente as mãos para tentar acalmar o tremor, durante aproximadamente meio minuto e enquanto soava o hino alemão, se transformaram rapidamente em alvo de comentários nos meios de comunicação alemães.

Merkel, que em 17 de julho completará 65 anos, chegou ao poder em 2005 e foi reeleita para um quarto mandato após as eleições gerais de 2017.

No último mês de outubro, após uma série de derrotas de seu bloco conservador nos pleitos regionais, anunciou que não tentaria um novo mandato após a atual legislatura, que previsivelmente acabará em 2021, e encaminhou sua substituição como líder da União Democrata-Cristã (CDU) após 18 anos à frente do partido.

Em dezembro do ano passado, foi eleita para a chefia do partido Annegret Kramp-Karrenbauer, leal à linha de Merkel, embora com um perfil mais direitista do que a atual líder.

Esta saída gradual precipitou os rumores de um final abrupto da legislatura, embora até agora Merkel tenha insistido, cada vez que é questionada, que o propósito é terminar o mandato.

Além disso, afirmou reiteradamente que, após se retirar da chancelaria, não pretende assumir nenhum outro cargo político, nem em escala alemã nem em escala europeia.

AKK - como é chamada na Alemanha sua sucessora - não tem as pesquisas a seu favor, já que sempre aparece muito abaixo nas avaliações dos cidadãos. Além disso, não está suficientemente consolidada como líder do partido.

Há semanas, as pesquisas de intenções de voto colocam o bloco conservador de Merkel abaixo dos Verdes, que se transformariam na primeira força política da Alemanha caso houvesse eleições antecipadas.

O líder dos Verdes, Robert Habeck - que compartilha a presidência dessa legenda com Annalena Baerbock -, supera claramente AKK na avaliação dos alemães.

Ao desgaste do bloco de Merkel se une a situação dramática de seu parceiro de coalizão, o Partido Social-Democrata (SPD), que registra níveis mínimos de apoio nas pesquisas. EFE

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