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Rússia não usou Facebook para influenciar no referendo do Brexit, diz Clegg

2019-06-24T09:17:00

24/06/2019 09h17

Londres, 24 jun (EFE).- Vice-presidente do Facebook e ex-vice-primeiro-ministro do Reino Unido, Nick Clegg afirmou nesta segunda-feira à emissora de rádio "BBC4" que "não existe absolutamente nenhuma prova" de que a Rússia tenha influenciado no referendo do Brexit através da rede social.

Na entrevista, o ex-líder do Partido Liberal-Democrata britânico também negou a ingerência da empresa de consultoria Cambridge Analytics na mesma votação.

Clegg, que foi contratado pelo Facebook em outubro do ano passado, afirmou que a empresa analisou dados e não encontrou "nenhuma tentativa significativa" de que forças externas tenham tentado influenciar na votação.

Para o antigo "segundo em comando" do governo de coalizão do conservador David Cameron, os britânicos foram "muito mais influenciados" pelos meios de comunicação tradicionais ao longo dos últimos 40 anos do que pelas novas tecnologias.

No entanto, afirmou que existe uma "necessidade" de estabelecer novas regras sobre privacidade, o uso de dados pessoais e o estabelecimento de quem dissemina os discursos de ódio.

Questionado sobre se não deveria ser a própria companhia a responsável por solucionar algum destes problemas, Clegg opinou que não é algo que as empresas tecnológicas "possam ou devam" fazer por conta própria.

"Não são as companhias privadas, pequenas ou grandes, que têm que estabelecer essas normas. É algo que os políticos democráticos têm que fazer em um mundo democrático", opinou.

Por outro lado, reconheceu que empresas como o Facebook devem ter um "papel maduro" defendendo essa regulação.

No ano passado, o Escritório do Comissário de Informação, organismo que supervisiona o cumprimento das regras sobre proteção de dados no Reino Unido, multou a rede social em 565 mil euros.

A sanção foi justificada, segundo o escritório, pelo fato de o Facebook ter permitido uma "violação" das leis sobre proteção de dados pessoais em relação ao escândalo da Cambridge Analytics. EFE

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