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Negociadores de China e EUA falam por telefone por fim da guerra comercial

25/06/2019 11h07

Xangai/Pequim, 25 jun (EFE).- O vice-primeiro-ministro da China, Liu He, conversou por telefone com o representante de Comércio dos Estados Unidos, Robert Lighthizer, e o Secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, como parte das negociações para pôr fim à guerra comercial, informou nesta terça-feira a agência oficial "Xinhua".

"As duas partes trocaram opiniões sobre assuntos econômicos e comerciais de acordo com as instruções dos dois chefes de Estado", declarou a agência em um breve comunicado no qual acrescentou que ambas as partes decidiram seguir mantendo contato.

Além disso, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Geng Shuang, confirmou hoje na entrevista coletiva diária que as duas equipes estão "em comunicação" para preparar a reunião entre o presidente da China, Xi Jinping, e dos Estados Unidos, Donald Trump, na Cúpula do G20 de Osaka (Japão) que será realizada nos dias 28 e 29 de junho e onde tentarão aproximar posturas.

"Será um encontro importante. Os dois presidentes vão trocar ideias em assuntos fundamentais para as relações bilaterais. Certamente, a China espera que este encontro ajude os dois países a aprofundarem a compreensão mútua e resolvam suas diferenças e problemas prementes", indicou.

Além disso, afirmou que "a China está comprometida em trabalhar com os Estados Unidos para desenvolver relações bilaterais baseadas na cooperação, na estabilidade e na coordenação" e que espera que os EUA façam também "esforços por este objetivo".

O vice-ministro de Comércio chinês, Wang Shouwen, anunciou na segunda-feira que as equipes negociadoras de ambas as potências realizam discretas conversas com vistas ao G20, onde Xi cobrará de Trump respeito às regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) já que o "unilateralismo e o protecionismo reduziram o crescimento econômico mundial e criaram incerteza".

"A China apoia o sistema de livre-comércio. Somos vítimas de medidas restritivas, mas resistimos ao protecionismo. Estamos prontos para trocar ideias com outros países para promover o crescimento e esperamos que a cúpula lance um sinal em prol do multilateralismo, da inclusão e da abertura", disse hoje Geng.

"Isso é o que esperamos de uma plataforma para a cooperação econômica como o G20 e não o protecionismo e as práticas de assédio", completou.

Xi terá várias reuniões bilaterais em Osaka e participará, além disso, de uma reunião dos presidentes dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), cuja próxima cúpula será realizada em Brasília entre 13 e 14 de novembro. EFE

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