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Novo primeiro-ministro do Reino Unido será eleito em 23 de julho

2019-06-25T15:42:00

25/06/2019 15h42

Londres, 25 jun (EFE).- O novo líder do Partido Conservador britânico e, em consequência, próximo primeiro-ministro do Reino Unido, será conhecido em 23 de julho, ao término das eleições na base dos "tories", segundo confirmou nesta terça-feira a legenda governante.

Após várias rodadas de votação dentro do grupo parlamentar, restam agora só dois candidatos ao cargo duplo, o ex-ministro das Relações Exteriores, Boris Johnson, e seu sucessor, Jeremy Hunt, que deverão ser escolhidos por cerca de 160 mil militantes.

Atualmente, os dois candidatos estão imersos em uma campanha para convencer seus correligionários da sua capacidade para liderar o partido, em crise por suas divisões sobre o Brexit, e todo o país.

Johnson, grande favorito e partidário de uma saída da União Europeia (UE) em 31 de outubro com ou sem acordo, aumentou nesta terça-feira suas aparições na imprensa, depois de ser chamado de "covarde" por seu adversário por não participar de um debate na televisão.

Além disso, o também ex-prefeito de Londres enviou uma carta a Hunt, na qual o desafia a se comprometer a tirar o país da UE na data prevista, "para manter nossas promessas" ao povo britânico e "executar o Brexit", votado em um referendo em 2016.

Hunt, que originalmente defendia a permanência no bloco, se mostrou até agora mais flexível sobre a negociação com Bruxelas, embora aceite sair sem pacto se não houver um consenso.

Johnson conseguiu até agora se esquivar das perguntas sobre sua relação com sua namorada, Carrie Symonds, de 31 anos, depois que a polícia foi à casa dela na última quinta-feira alertada por vizinhos que escutaram uma intensa briga.

Por sua vez, Hunt, que tem mais experiência como ministro e é também da ala neoliberal dos "tories", prometeu um governo mais sólido que o de seu adversário e hoje anunciou um aumento do orçamento de Defesa.

O vencedor das eleições conservadoras substituirá a demissionária Theresa May, que se viu forçada por seus colegas a deixar o cargo pelo seu fracasso na gestão da saída do Reino Unido da UE. EFE

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