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Rússia pede que Irã respeite pontos-chave do acordo nuclear

02/07/2019 09h40

Moscou, 2 jul (EFE).- O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, pediu nesta terça-feira ao Irã que respeite os pontos-chave do Plano Integral de Ação Conjunta (JCPOA, na sigla em inglês) assinado em 2015, depois que nesta segunda-feira violou pela primeira vez o acordo nuclear.

"Fazemos um chamado a nossos colegas iranianos para que mostrem moderação, não cedam em nenhum caso às emoções, e respeitem os pontos-chave das garantias oferecidas à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e os pontos do protocolo adicional a este acordo", declarou Lavrov depois de se reunir com o vice-primeiro-ministro e titular das Relações Exteriores da Irlanda, Simon Coveney.

Por outro lado, Lavrov pediu aos países europeus que cumpram seus compromissos e implementem o mecanismo para contornar as sanções econômicas dos Estados Unidos e manter a troca comercial.

Nesse sentido, ressaltou que sem este mecanismo financeiro com o qual realizar transações com o Irã "será muito difícil manter um diálogo com sentido e efetivo para conservar o JCPOA".

Lavrov sustentou que foram as sanções dos EUA que forçaram Teerã a superar os limites de suas reservas de urânio.

"Em maio deste ano, os EUA aprovaram um novo pacote de sanções que proibia qualquer país de comprar os excedentes de urânio e água pesada do Irã. Em essência, com este passo, os EUA proibiram todos os países-membros da ONU de cumprir a resolução do Conselho de Segurança que aprovou o JCPOA", criticou.

Por sua parte, Coveney afirmou que a União Europeia (UE) "empreendeu esforços conjuntos para proteger o acordo (...) apesar disto ser muito complexo devido à posição dos EUA".

O Irã anunciou ontem que tinha superado o limite da reserva de 300 quilogramas de urânio enriquecido estabelecido no JCPOA.

Após a saída dos EUA do acordo nuclear, o governo de Teerã já havia antecipado em maio que deixaria de cumprir alguns aspectos do acordo, como a quantidade máxima permitida de urânio pouco enriquecido. EFE

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