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Internacional

EUA aprovam possível venda de mísseis e tanques a Taiwan por US$ 2,2 bilhões

09/07/2019 05h18

Washington, 9 jul (EFE).- O Departamento de Defesa dos Estados Unidos informou na segunda-feira sobre uma possível venda de mísseis e tanques para Taiwan, por um valor de mais de US$ 2,2 bilhões, em um acordo que, segundo Washington, "não alterará os equilíbrios militares básicos na região".

A transação inclui a venda de 108 tanques M1A2T Abrams para Taiwan, além de 250 mísseis Stinger.

O acordo, feito entre a Agência do Pentágono para Segurança e Cooperação e o Escritório de Representação Econômica e Cultural de Taipei, em Washington, também inclui outros veículos e munições.

O Pentágono informou ao Congresso ontem sobre a possível venda militar a Taiwan, com a qual os EUA reforçam a sua posição como principal fornecedor de armas para a ilha.

Os tanques Abrams "contribuirão para a modernização da frota de contêiner tanque, aumentando sua capacidade de enfrentar ameaças regionais presentes e futuras, além de fortalecer sua segurança nacional".

Com os mísseis, Taiwan procura "expandir a estrutura de sua área de defesa existente para responder a ameaças".

Em maio, os principais chefes de segurança dos EUA e Taiwan, John Bolton e David Lee, respectivamente, realizaram uma reunião pela primeira vez desde o desmembramento das relações diplomáticas entre os dois há 40 anos, um encontro que foi lamentado pela China.

Pouco depois de vencer as eleições na Casa Branca, Trump já havia causado sua primeira crise diplomática com a China, conversando com o presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, no contato de mais alto nível entre Taipei e Washington desde 1979.

Tempos depois, Trump questionou a política de "uma única China" adotada pelo ex-presidente Jimmy Carter e válida até hoje, embora mais tarde ele tenha se comprometido com o mandatário chinês, Xi Jinping, a respeitá-la.

Trump, no entanto, teve outros gestos com Taiwan desde que chegou ao poder, como ameaças de represálias contra aliados diplomáticos taiwaneses que romperam relações com a ilha em favor da China.

Além disso, existe a previsão de que Tsai passará quatro dias nos EUA neste mês, dentro de uma excursão pelo Caribe, embora detalhes de sua agenda não tenham sido divulgados. EFE

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