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Papa se pronuncia contra eutanásia e pede que médicos "sirvam à vida"

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Imagem: AP

Em Roma

10/07/2019 10h38

O papa Francisco pediu hoje em sua conta no Twitter que os médicos "sirvam à vida" e não a tirem, em uma aparente alusão ao caso do francês Vincent Lambert, cujos aparelhos que o mantinham vivo foram desligados ontem.

"Rezemos pelos enfermos que são esquecidos e abandonados à morte. Uma sociedade é humana se protege a vida, toda a vida, do início ao seu fim natural, sem escolher quem é digno ou menos para viver. Que os médicos sirvam à vida, não a tirem", escreveu o papa.

Francisco já tinha se expressado sobre este caso há algumas semanas no Twitter, quando escreveu: "Rezemos por aqueles que vivem em estado de grave enfermidade. Protejamos sempre a vida, dom de Deus, desde o início até a morte natural. Não cedamos à cultura do descarte".

No ano passado, o pontífice também fez dois pedidos públicos a favor de Vincent Lambert e do menino britânico Alfie Evans, que também teve desligados os aparelhos que o mantinham vivo e morreu dias depois.

A equipe médica do hospital de Reims, onde Lambert está internado desde 2008, quando sofreu um acidente de trânsito que o deixou tetraplégico, iniciou ontem o processo para retirar a alimentação e a hidratação artificial e submetê-lo a uma sedação profunda.

O hospital iniciou o protocolo a pedido da mulher de Lambert e depois de uma sentença do Tribunal Supremo, apesar da oposição dos pais do paciente, que anunciaram na segunda-feira que não apresentariam novos recursos judiciais para tentar mantê-lo vivo.

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