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Argentina destaca acordo com UE como "ponto de inflexão" no Mercosul

16/07/2019 12h07

Santa Fé (Argentina), 16 jul (EFE).- O chanceler da Argentina, Jorge Faurie, destacou nesta terça-feira o acordo de livre-comércio alcançado pelo Mercosul com a União Europeia (UE) como um "ponto de inflexão" na história do bloco sul-americano.

Ao inaugurar a reunião de ministros das Relações Exteriores do bloco formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, Faurie disse que neste semestre o Mercosul saiu da "inércia" para articular uma "boa agenda externa ambiciosa".

O "primeiro grande resultado positivo", segundo ressaltou, é o acordo com a UE selado no dia 28 de junho em Bruxelas, através do qual será criada uma das maiores áreas de livre-comércio do mundo.

"O acordo é um ponto de inflexão definitivo na agenda tanto externa como interna do Mercosul", afirmou o chanceler da Argentina, país que ocupará até amanhã a presidência semestral do bloco, que no próximo período será exercida pelo Brasil.

Faurie destacou que o pacto é, além disso, uma "excelente carta de apresentação" em relação a outras negociações externas do Mercosul.

Como avanços desta cúpula, o político rssaltou um acordo para eliminar a cobrança do roaming nos celulares no Mercosul, outro para contar com um orçamento único para o funcionamento institucional do bloco e a "vontade política" de avançar no processo de revisão da tarifa externa comum (AEC) da união aduaneira sul-americana.

Como desafios para 2019, Faurie apontou a necessidade de avançar para uma estrutura institucional "ágil e operacional" e "terminar com o trabalho de modernização e consistência da AEC", além de progredir nas negociações externas com outros blocos e países.

"O acordo com a UE é um desafio sistêmico. Não podemos continuar sendo uma união aduaneira imperfeita, temos que trabalhar para aperfeiçoá-la de maneira tal que tenhamos uma verdadeira união aduaneira", afirmou.

A reunião dos chanceleres do bloco será ampliada na tarde desta terça-feira à participação dos ministros das Relações Exteriores e outros representantes dos países associados ao bloco (Bolívia, Chile, Equador, Peru, Colômbia, Suriname e Guiana).

Hoje à tarde também haverá uma reunião dos ministros de Indústria dos quatro membros e devem chegar a Santa Fé os presidentes do Uruguai, Tabaré Vázquez, e do Paraguai, Mario Abdo Benítez, que amanhã participarão da cúpula semestral de chefes de Estado do bloco.

O presidente Jair Bolsonaro e seu homólogo da Argentina, Mauricio Macri, devem chegar a Santa Fé na quarta-feira para o plenário da cúpula, do qual também participarão os presidentes do Chile, Sebastián Piñera, e da Bolívia, Evo Morales, cujo país está em processo de adesão plena ao bloco. EFE

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