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Pentágono desenvolve sistema de "patrulhas passivas" no estreito de Ormuz

16/07/2019 14h43

Washington, 16 jul (EFE).- O futuro secretário de Defesa dos Estados Unidos, Mark Esper, revelou nesta terça-feira que o Pentágono está desenvolvendo um sistema de "patrulhas passivas" que, sob o nome de Operação Sentinela, vigiará a navegação no estreito de Ormuz e no golfo de Omã.

"Estamos tentando evitar qualquer possível erro de cálculo desenvolvendo um conceito chamado Operação Sentinela com o qual realizaremos patrulhas passivas no estreito de Ormuz e no golfo de Omã para dissuadir o Irã de realizar qualquer ato de provocação", disse Esper durante uma sabatina no Senado americano.

No entanto, Esper, que precisa ser aprovado pela sabatina para ser o próximo secretário de Defesa dos EUA, não detalhou em que consistia este conceito de patrulha passiva.

O atual secretário do Exército de Terra assinalou o Irã como "uma ameaça regional" e reconheceu a necessidade de que o Pentágono esteja "preparado" para "responder" a qualquer agressão de sua parte, mas ressaltou que Washington não quer entrar em guerra com Teerã.

Estas declarações são divulgadas em um momento de especial tensão entre os países por conta da decisão da Casa Branca, em abril deste ano, de endurecer as sanções contra a exportação de petróleo por parte de Teerã.

Como consequência, as autoridades iranianas ameaçaram bloquear o estratégico estreito de Ormuz, pelo qual passa grande parte do petróleo mundial, se as sanções impostas pelos EUA afetarem sua indústria energética, vital para a economia do país.

Desde então ocorreram uma série de incidentes na região e o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, acusou o governo do Irã ou seus "seguidores" por ações como a sabotagem sofrida por dois navios-tanque no início de junho ou a derrubada de uma aeronave não tripulada que voava perto da costa iraniana.

Devido a esta escalada, Washington decidiu aumentar sua presença militar na região com o envio do porta-aviões USS Abraham Lincoln, quatro bombardeiros B-52 com capacidade nuclear e de 1.500 novos soldados.

Na semana passada, o Pentágono anunciou que os Departamentos de Estado e de Defesa estão trabalhando de maneira conjunta para criar uma coalizão internacional que vele pela segurança dos navios que navegam pelos estreitos de Ormuz e de Bab el Mandeb. EFE

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