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Pesquisas diminuem vantagem da oposição sobre Macri para primárias argentinas

16/07/2019 14h33

Buenos Aires, 16 jul (EFE).- O jornal "Clarín" divulgou nesta terça-feira na Argentina os números de três pesquisas de opinião que coincidem em mostrar que diminuiu a vantagem do pré-candidato peronista Alberto Fernández sobre o atual presidente, Mauricio Macri, para as primárias de 11 de agosto, que servirão como uma indicação do que poderá acontecer nos pleitos de 27 de outubro.

As previsões de intenção de voto confirmam o aprofundamento da polarização entre a coalizão de Fernández, Frente de Todos, que também conta com a ex-presidente Cristina Kirchner como candidata a vice, e a aliança Juntos pela Mudança, liderada por Macri, deixando muito para trás os outros concorrentes.

As pesquisas foram realizadas pelas consultorias Ricardo Rouvier & Associados, que coloca a oposição 4,4 pontos à frente dos governistas; CIGP, que dá 3,38 pontos de vantagem para a dupla Alberto e Cristina; e Luis Costa & Associados, que diminui a distância entre os dois grupos para 2,8 pontos.

Em resumo, a principal chapa peronista obteria hoje, segundo esses levantamentos, entre 39,6% e 39,7% dos votos, enquanto a do atual presidente ficaria com entre 35,2% e 36,9%.

Os outros pré-candidatos ficaram longe em todos as pesquisas, que coincidem em situar no terceiro lugar a chapa do ex-ministro de Economia, Roberto Lavagna, com entre 7,4% e 9% de apoio.

Hoje também foi divulgado o levantamento realizado pela consultoria Real Time Data, que traz um empate em 37% entre Fernández e Macri e dá 10% para Lavagna.

Essas quatro pesquisas se somam a outras nove que já foram publicadas pelo "Clarín" nas últimas semanas e mostravam uma diferença de entre 1,7 e 7,6 pontos, sempre a favor de Fernández.

Nas eleições Primárias, Abertas, Simultâneas e Obrigatórias (PASO) de 11 de agosto serão habilitadas as chapas que concorrerão nas eleições presidenciais e legislativas de 27 de outubro.

Devido à decisão das principais alianças de não apresentarem mais de uma lista de candidatos à presidência, em agosto não existirá uma concorrência real, por isso cada chapa precisa apenas superar o limite de 1,5% dos votos requeridos para participar das eleições de outubro. EFE

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