Topo

Brasil assume presidência do Mercosul e pede "mais ação" e "menos discursos"

17/07/2019 15h42

Santa Fé (Argentina), 17 jul (EFE).- O presidente Jair Bolsonaro recebeu nesta quarta-feira a presidência semestral do Mercosul das mãos do chefe de Estado da Argentina, Mauricio Macri, e propôs um bloco com "menos discursos" e "mais ação, sem viés ideológico e muito mais resultados".

Em seu discurso, Bolsonaro defendeu um ambicioso plano de ação, que inclui acelerar as negociações comerciais com as grandes economias de todo o mundo.

Os eixos que Bolsonaro estabeleceu para a presidência brasileira do Mercosul são: eliminar o viés ideológico do bloco, modernizar sua estrutura e revisar a Tarifa Externa Comum (TEC).

Bolsonaro também destacou os avanços que o bloco sul-americano conseguiu durante a presidência argentina e parabenizou Macri pela conclusão das negociações do acordo de livre-comércio com a União Europeia (UE).

O presidente brasileiro considerou que a agenda de negociações do Mercosul na frente externa foi muito intensa e destacou que a maior conquista é o acordo comercial com a UE, "que abre caminho para inserir nossos países nas cadeias globais de valor".

"Para que possamos colher bons frutos, necessitamos trabalhar com um Mercosul mais dinâmico e, por isso, apoiamos as propostas argentinas sobre a reforma institucional do bloco", acrescentou Bolsonaro.

O presidente brasileiro também apostou por uma maior aproximação do Mercosul com a Aliança do Pacífico, que é integrada por Peru, México, Chile e Colômbia.

"Juntos vamos fazer história. Juntos podemos fazer do século 21 o século da América do Sul, para isso, precisamos nos desligar cada vez mais de nosso passado", concluiu Bolsonaro em seu discurso.

Após receber o martelo - símbolo da presidência rotativa do Mercosul - das mãos de Macri, Bolsonaro afirmou que este é "um momento único em nossa história. A força de cada um de nós fará não só com que o Mercosul seja forte, mas que nossa América do Sul ocupe o lugar de destaque que sempre mereceu no mundo". EFE

Mais Internacional