Topo

Representante de Guaidó no BID prevê que PIB da Venezuela recuará 62% em 2019

17/07/2019 22h58

Quito, 17 jul (EFE).- O representante da Venezuela no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Ricardo Hausmann, fez um alerta nesta quarta-feira de que o Produto Interno Bruto (PIB) do país recuará 62% em 2019.

As projeções foram apresentadas por Hausmann, indicado para o posto pelo chefe do parlamento da Venezuela, o opositor Juan Guaidó, autoproclamado presidente interino do país, durante a assembleia de governadores do BID realizada em Guayaquil, no Equador.

Hausmann comparou a situação econômica enfrentada pelo país com outras já registradas na região. Segundo ele, a Venezuela vive uma recessão duas vezes maior que a crise de 1929 nos Estados Unidos.

"O salário mínimo venezuelano não dá para alimentar o trabalhador, menos ainda sua família. Nem os funcionários do setor público se salvam desta situação", criticou o opositor ao regime de Nicolás Maduro.

"Não é por acaso que 5 milhões de venezuelanos decidiram deixar o país e que 10% deles tenham optado por vir ao Equador", continuou Hausmann.

A crise da Venezuela dominou parte da pauta da assembleia. Vários dos participantes defenderam que o BID auxilie financeiramente os países que recebem os imigrantes venezuelanos para atenuar o peso econômico do acolhimento.

O presidente do Equador, Lenín Moreno, anfitrião do encontro, e a vice-presidente da Colômbia, Martha Lucía Ramírez, alertaram que o fluxo migratório está superando a capacidade dos dois países, onde estão vivendo atualmente 1,5 milhão de venezuelanos.

O delegado de Guaidó no BID ressaltou que a única forma de a Venezuela escapar da crise é seguindo um plano de reestruturação da dívida externa do país elaborado pela equipe econômica do líder opositor.

Hasmaunn também acusou Maduro de ser o principal responsável pela situação e defendeu que o presidente venezuelano seja destituído do cargo para que os opositores possam aplicar o plano econômico.

Segundo Hausmann, o plano prevê, além da reestruturação da dívida, a abertura do setor petroleiro para o investimento estrangeiro. EFE

Mais Notícias