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Parlamento exime de culpa ex-ministro francês por excessos em jantares

19/07/2019 17h14

Paris, 19 jul (EFE).- A investigação feita pela Assembleia Nacional da França sobre os supostos excessos cometidos pelo ex-ministro de Ecologia do país, François de Rugy, quando era presidente do parlamento concluiu que os jantares organizados por ele sempre foram "profissionais".

Acusado de ter organizado banquetes luxuosos para amigos de sua mulher e familiares, De Rugy renunciou ao cargo de ministro na última terça-feira para poder se defender das denúncias feitas pelo site de jornalismo investigativo "Mediapart".

Agora, a investigação parlamentar, cujos resultados serão publicados oficialmente na semana que vem, mas que já foram antecipados nesta sexta-feira por veículos de imprensa franceses, concluiu que tais encontros tinham razões profissionais e, portanto, não violaram o código de ética da instituição.

O relatório também descarta que a mulher de De Rugy tenha comprado um secador de cabelos banhado a ouro por 499 euros, como circulou na imprensa francesa.

O atual presidente da Assembleia Nacional, Richard Ferrand, anunciou que promoverá uma revisão do código de ética do parlamento para que casos similares não se repitam.

As fotos do ex-ministro se esbaldado com lagostas e bebendo champanhe e vinhos caros em fartas mesas de banquete provocaram indignação pública na França e o levaram a deixar a pasta de Ecologia, apesar de ter recebido publicamente o apoio do presidente Emmanuel Macron. EFE

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