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Japão realiza eleições parciais para o Senado

21/07/2019 01h32

Tóquio, 21 jul (EFE).- O Japão realiza neste domingo eleições para escolher aproximadamente a metade das cadeiras da câmara alta da Dieta (Senado) do Japão, nas quais o partido governante do primeiro-ministro Shinzo Abe espera revalidar sua grande maioria.

As sessões eleitorais abriram na maior parte do país às 8h (horário local, 21h de sábado em Brasília) e fecharão às 20h (9h em Brasília). As primeiras pesquisas de boca de urna serão publicadas nas últimas horas do dia, mas os resultados definitivos só serão conhecidos na segunda-feira.

Um total de 370 candidatos participam deste pleito onde serão eleitos 124 senadores dos 245 que compõem o Senado, segundo a reforma do sistema eleitoral japonês, que acrescenta três novas cadeiras à câmara alta.

As demais serão decididas nas próximas eleições, previstas para 2022, nas quais também serão acrescentadas mais 3 vagas ao Senado para elevar seu número total para 248.

O pleito de hoje é visto como um termômetro do apoio público ao governo de Abe, quem está há seis anos e meio no poder e está a caminho de se tornar um dos líderes japoneses com mais tempo no cargo.

Entre os temas que dominaram a campanha eleitoral se destacam o novo aumento do imposto sobre o consumo, previsto para outubro próximo, a reforma do artigo pacifista da Constituição que Abe quer impulsionar para dotar de mais competências as Forças de Autodefesa (Exército), e a sustentabilidade do sistema nacional de previdência.

A coalizão governante formada pelo Partido Liberal Democrata (PLD) de Abe e o budista Komeito esperam reforçar seu controle da câmara alta, onde possuem mais de 60% das cadeiras desde as últimas eleições de 2016.

Para impulsionar a reforma constitucional, que é uma das prioridades políticas de Abe, é necessário o apoio de dois terços do Senado, uma proporção que já tem na câmara alta na sua composição atual se forem acrescentadas outras legendas.

A Carta Magna japonesa concede mais poder à câmara baixa do Parlamento, para a qual se realizam eleições a cada quatro anos, e cujas decisões prevalecem sobre as da câmara alta. EFE

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