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Equifax pagará US$ 575 milhões aos EUA por ciberataque de 2017

22/07/2019 12h44

Nova York, 22 jul (EFE).- A empresa de proteção de crédito Equifax concordou em pagar às autoridades dos Estados Unidos US$ 575 milhões pelo ataque informático que sofreu em 2017 e que afetou 147 milhões de pessoas, anunciou nesta segunda-feira a Comissão Federal de Comércio (FTC).

Trata-se de um acordo global com a FTC, o Escritório para a Proteção Financeira do Consumidor e 50 estados e territórios dos EUA no qual está incluso um fundo de compensação de US$ 425 milhões para os consumidores afetados pelo incidente e cujo montante pode chegar a US$ 700 milhões, de acordo com um comunicado.

A Equifax, uma das três maiores empresas de proteção de crédito dos EUA e com forte presença internacional, revelou em setembro de 2017 que tinha sofrido um ataque informático no qual foram expostas as informações de milhões de pessoas, embora o acesso ilegal à sua base de dados tivesse sido descoberto no final de julho.

O acordo, que se for aprovado pela Justiça pode se transformar no de maior valor pago por uma companhia por um vazamento de dados, encerrará as investigações abertas pelas autoridades e os processos coletivos contra a empresa, segundo o juiz do tribunal de Atlanta, no qual a FTC processou a Equifax.

Nesse processo, a FTC alegava que a Equifax não protegeu uma "imensa quantidade" de informações pessoais armazenadas na sua rede, o que originou um incidente de segurança que expôs milhões de nomes e datas de nascimento, números de seguro social, domicílios físicos e outros dados que podem ocasionar roubo de identidade e fraude.

Como parte do acordo, a companhia pagará US$ 300 milhões - aos quais seriam somados outros US$ 125 milhões caso a quantia não seja suficiente - a um fundo para prestar serviços de acompanhamento creditício aos consumidores afetados e também compensar quem teve que arcar do próprio bolso com outras despesas derivadas do ciberataque.

Além disso, a Equifax pagará US$ 175 milhões a 48 estados dos EUA, mais o Distrito de Columbia e Porto Rico, e US$ 100 milhões ao Escritório para a Proteção Financeira do Consumidor em multas administrativas, segundo a nota.

O presidente da FTC, Joe Simons, indicou no comunicado que o acordo "exige à companhia que tome medidas para melhorar a segurança dos seus dados de agora em diante, e garantirá que os consumidores prejudicados por este incidente recebam ajuda para se proteger contra o roubo de identidade e fraude".

Por sua vez, o executivo-chefe de Equifax, Mark W. Begor, considerou em outro comunicado emitido hoje que o acordo é um "passo positivo" para deixar para trás o incidente de 2017 e acrescentou que a empresa arcará com as despesas dos litígios de algumas agências estatais e federais, até US$ 290,5 milhões.

A companhia afirmou que no primeiro trimestre de 2019 registrou um pagamento de US$ 690 milhões que espera ampliar em US$ 11 milhões no segundo trimestre, "principalmente em relação ao acordo". EFE

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